Pausa para os trabalhos

Olá gente!

Bom, como vocês já perceberam, não ando atualizando o blog.  Estou na correria na faculdade, com o TCC e vários outros trabalhos e basicamente, não ando tendo vida.

Essa sou eu nas últimas semanas

Além disso, também não estou conseguindo comentar nos blogs parceiros, mas nunca deixo de ler o que vocês escrevem, isso eu “agarantcho” rs.

(Falando nisso, eu vou mudar o esquema de comentários aqui no blog. Mas isso é assunto para depois….)

Então eu estou passando só para avisar que o blog vai ficar parado por algum tempo, mas que eu volto. Espero que vocês não me abandonem rs

E não custa nada lembrar, que o Poros Abertos sempre está por aí (http://poros-abertos.blogspot.com.br/)

E que eu estou sempre nas redes sociais da vida. Qualquer coisa, é só gritar!

Nos vemos por aí! 🙂

 

 

A montanha dos Sete Abutres

O cinema é cheio de clássicos, seja no terror, na comédia, no drama, no romance e etc. Quando falamos de jornalismo, é possível citar vários filmes que retratam essa profissão, mas se existe um clássico dentro desse gênero com certeza é a obra “A montanha dos Sete Abutres”, de 1951.

Estrelado por Kirk Douglas (pai do ator Michael Douglas), o filme conta a história do jornalista Charles Tatum. O repórter, após ser demitido de 11 jornais (por motivos nada éticos), vai pedir emprego em uma redação da pequena cidade de Albuquerque, vaga que consegue sem muitas dificuldades.

Tatum pedindo emprego

Ele aquele tipo de jornalista sensacionalista, que vive correndo atrás de desgraças para escrever suas matérias. Mas a cidade de Albuquerque não é lá muito emocionante, e o repórter vive frustrado.

Em um certo dia, o editor do jornal envia Tatum e o seu motorista – fotográfo Herbie Cook (Robert Arthur) para a cobertura de um evento super emocionante: uma caçada a cobras. No meio do caminho, eles param em um posto para abastecer o carro, e encontram uma mulher sozinha, chorando. Estranho. O faro a lá Datena do repórter se apura, e eles acabam descobrindo que uma tragédia acabou de acontecer naquele local: um homem estava preso dentro de uma montanha. Tatum começa a apurar daqui, perguntar dali, entra na montanha, conversa com a vítima …e tcharam! Lá estava a matéria da vida dele.

Isso que é querer uma matéria

A situação era a seguinte: Um homem estava preso na montanha, e com uma simples operação dos engenheiros (que seriam os bombeiros, no caso), a vítima estaria salva no máximo em 24 horas. Mas Tatum manipula as informações e as pessoas envolvidas, transformando isso em uma verdadeira tragédia, com direito a maldição dos índios ancestrais e a uma esposa desesperada (na verdade a mulher do coitado não estava nem aí).

Ela queria mesmo “conhecer melhor” o Tatum…

A partir daí, acontecem várias situações…mas vamos lá: Por que esse filme é um clássico? Simplesmente porque ele retrata como funciona o jornalismo sensacionalista, que era feito nos anos 50, 60, 70, 80, 90, e pasmem, ainda é feito hoje em dia. O Charles Tatum de ontem é a Sônia Abrão entrevistando o Lindenberg de hoje. Além disso, alguns jargões clássicos do jornalismo como “Notícia é quando o homem morde o cachorro” e “O jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã”, tiveram origem nesse filme.

Para quem é estudante, jornalista ou curte o assunto, essa obra é um prato cheio para várias análises e reflexões. Recomendadíssimo!