Trilha sonora das Olimpíadas no Brasil: palpites

Quem acompanhou a festa de abertura dos Jogos Olímpicos em Londres e também é fã de rock deve ter ficado em êxtase com os nomes que foram lembrados durante o evento. Músicas de bandas como Queen, Led Zeppelin, Beatles e Rolling Stones fizeram parte da trilha sonora do espetáculo, com o objetivo de mostrar ao mundo o que de melhor a Inglaterra produziu em termos de cultura.

Momento do espetáculo em que a Revolução Cultura é lembrada
Sir Paul McCartney fez o show de encerramento
Esse não cantou nada, mas eu achei genial lembrarem dele

Diante da grandiosidade e sucesso do espetáculo, a pergunta que não quis calar nos corações inquietos dos brasileiros foi: qual será a trilha sonora da abertura dos jogos no Brasil? Vários palpites bem humorados começaram a pipocar nas redes sociais, com destaque para nomes como Michel Teló, Calypso e Gustavo Lima.

Mas falando sério, existem algumas músicas e artistas que provavelmente vão aparecer na festa tupiniquim daqui a 4 anos. Eu tenho alguns palpites:

Garota de Ipanema

Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Garota de Ipanema (ou The Girl from Ipanema) é uma das músicas brasileiras mais conhecidas no cenário internacional. Composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes em 1962, ela já foi interpretada por nomes como Frank Sinatra e Amy Winehouse. É quase um cartão postal musical brasileiro.

Olodum

Tudo culpa do Michael

Em 1996, Michael Jackson desembarcou no Pelourinho, em Salvador, para a gravação do clipe da música “They don´t care about us”. Quem acompanhou o cantor no vídeo foi o grupo Olodum. Com o sucesso do hit, o bloco baiano tornou-se conhecido mundialmente. Os gringos conheceram (mas será que eles gostaram?).

Roberto Carlos

O Rei

Eu sinceramente não sei se o Roberto Carlos é tão conhecido em outros países (a não ser na América Latina), mas ele é o nosso Pelé da música, então não deve ficar de fora. Provavelmente vai cantar Garota de Ipanema.

Ivete Sangalo

Maria Machadão

Ivete Sangalo hoje é considerada o Roberto Carlos de saia, a cantora de maior sucesso no país. Já tentou uma carreira internacional, que não deu muito resultado. Mas os brasileiros amam essa mulher e vão querer mostrar para o mundo o que é que a baiana tem.

Escola de Samba

Carnaval

Carnaval, samba e futebol…praticamente o Brazilian way of life (na visão dos gringos). É quase ÓBVIO que vai ter uma escola de samba na abertura do jogos Olímpicos  que pode ser a Mangueira (por causa da tradição e blá blá blá), ou a Gaviões da Fiel (para juntar futebol e carnaval no mesmo momento). Oremos.

Bom, essas foram as minhas previsões. E vocês, arriscam um palpite?

Dia do Escritor

Hoje (25 de Julho) é comemorado o Dia do Escritor. Essa data foi escolhida em 1960, após a realização do primeiro Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores.
Ser escritor é uma bela profissão, rodeada de muita fantasia e até de um certo glamour. Grandes escritores brasileiros gravaram seus nomes na história do Brasil e do mundo, como Machado de Assis, Clarice Lispector e Monteiro Lobato.
Mas na teoria, claro que a vida desses artistas das letras não é nada fácil.
Os meros mortais que sonham em viver da escrita passam por muitas dificuldades, começando pela saturação do mercado. E olha que aquele que deseja se aperfeiçoar fazendo curso ou ensino superior na área deve ter um belo saldo bancário. Participar de uma boa oficina de redação ou de crônicas, por exemplo, é MUITO caro. Com isso, aqueles que realmente desejam levar a escrita a sério na maioria das vezes são “autodidatas”, e aprendem a escrever na intuição (ou só com a ajuda da leitura). E com isso, infelizmente, a escrita acaba virando somente um hobby.
Mas, felizmente, muita gente conseguiu ultrapassar as dificuldades e lançar obras maravilhosas. É difícil eleger um único escritor favorito, mas existe um que eu praticamente faço campanha em todos os meus blogs, para que todos leiam pelo menos uma de suas obras: o grande Rubem Fonseca.

Rubem Fonseca

Em 2010 eu escrevi no meu antigo blog sobre um livro dele chamado “Vastas ilusões e pensamentos imperfeitos”, que não é nem de longe uma de suas obras mais famosas, mas que eu gostei bastante. Vou reproduzir novamente esse texto e deixar uma pergunta: Qual é o livro ou escritor (a) preferido (a) de vocês??

Vasta emoções e pensamentos imperfeitos

Aproveitando esse momento em que o escritor resolveu “sair da toca” (já que Fonseca é conhecido por não gostar de aparecer publicamente), vou comentar sobre um dos livros dele que eu já li . “Vasta Emoções e pensamentos imperfeitos” começa nos apresentando um cineasta que vive em um momento não muito produtivo da sua carreira, não filma a 2 anos e trabalha criando chamadas para o programa de TV de seu irmão, que é pastor de uma igreja evangélica (isso lembra alguma coisa?).

Em mais um dia pacato, uma mulher bate em sua porta, desesperada, pedindo abrigo alegando que está sendo perseguida e pode ser morta. Ele dá abrigo a desconhecida, que vai embora na manhã seguinte deixando um bilhete com recomendação de que cuidasse de um pequeno pacote, de conteúdo desconhecido, até que ela pudesse buscá-lo. Paralelo a isso, ele recebe uma proposta tentadora, de dirigir um filme inspirado em um livro de Babél, um grande escritor russo. Estudando para realizar o projeto, se encanta completamente pelo escritor, desejando cada vez mais mergulhar na vida de Babél. Um acontecimento dá uma reviravolta surpreendente nessa história.

Apesar de não conhecer muito a obra de Rubem Fonseca, ele tem uma genialidade incrível para criar seus personagens principais. O cineasta do livro não tem nome, o que faz que o leitor talvez não identifique tanto o personagem. Ele tem sonhos completamente sem sentido, e a descrição desses sonhos é somente um dos momentos do livro em que se tem a impressão de que ele é louco. É um personagem inteligentíssimo, que tem umas tiradas de humor em horas totalmente inesperadas. Apesar de seus muitos defeitos (muitos mesmo), a sua obstinação chega a conquistar em certos momentos. Fora isso, o livro tem muitos palavrões, sexo e a realidade “nua e crua”, no bom estilo Rubem Fonseca de escrever. E nele está frase final mais legal que eu já li em uma história. Recomendo muito Rubem Fonseca, um dos melhores escritores brasileiros.

25/05/2010

Uma duas – Eliane Brum

Existem obras muito fáceis de serem lidas. São aquelas histórias bonitas, agradáveis, que no final do livro dão a sensação de que o mundo é até bonito. Tratando-se de ficção ou não, a literatura está cheia de histórias assim.
Mas, felizmente, existem escritores que ultrapassam essa confortável maneira de escrever e se arriscam a mostrar o que de pior o ser humano pode ser ou fazer. Uma dessas corajosas é a escritora e jornalista Eliane Brum.

Eliane Brum

Quem acompanha o site da Revista Época está acostumado com os ótimos textos da gaúcha, publicados toda segunda feira. Eliane é reconhecida por contar histórias do cotidiano com uma sensibilidade muito incomum nos dias de hoje. O livro “Uma Duas” é sua primeira experiência literária na ficção.

A obra narra a relação entre a jornalista Laura e a sua mãe, Maria Lúcia. Em um certo dia, Laura recebe uma ligação de uma amiga de Maria, informando que ela está há dias trancada em casa, sem se comunicar com ninguém. Com essa notícia, o leitor passa a ter contato com todo o ódio e desprezo que Laura nutre pela mãe. Totalmente contrariada, a jornalista vai até o local e, ao abrir a porta, se depara com a senhora desmaiada e com o pé sendo devorado pelo seu gato. Mas isso nem de longe causa comoção em Laura. Pressionada pelo julgamento moral das pessoas que testemunharam a cena, ela leva a mãe para o hospital, e lá descobre que Maria Lúcia sofre de uma grave doença. Sem opção, Laura resolve largar o emprego e se mudar para a casa da mãe para cuidar dela (ou pelo menos, fingir).
Ao longo do livro, Laura retrata sua relação doentia com Maria Lúcia, e expõe todas as razões que transformaram aquela mulher no maior castigo de sua vida.

Em uma certa passagem do livro, o leitor chega a se comover e a quase ficar com pena de Laura, mas a personagem é tão dura e odiável que é impossível ter esse sentimento. Até que, surpreendente, surge um segundo narrador no livro. Maria Lúcia aparece para contar a sua versão da história, e mostra-se uma personagem muito mais complexa e terrível que a sua filha.

A forma como Eliane Brum descreve as versões de Maria Lúcia e Laura é dilacerante, visceral. Ao longo da leitura, é possível sentir raiva, nojo…espanto. É o ser humano mostrado de uma forma tão humana que chega a ser quase insuportável. Mas talvez a sensação mais estranha que o leitor pode sentir é uma certa compreensão das duas personagens. E isso se deve à maneira brilhante que Eliane Brum coloca as palavras e os sentimentos. Ela é sensacional.

Me peguei chorando no final do livro, e isso é uma coisa que nunca aconteceu comigo. Só isso faz com que essa obra tenha se tornado uma das minhas leituras inesquecíveis. Além, claro, dela ter sido autografada pela própria Eliane em um evento que eu tive o prazer de acompanhar. Leitura perfeita.

“Para Talita, boa sorte na melhor profissão do mundo” Eliane Brum

Dia Mundial do Rock

No dia 13 de julho de 1985 foi realizado o Live Aid, festival com espetáculos simultâneos na Inglaterra e nos Estados Unidos que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para as pessoas que sofriam com a fome na Etiópia. (Fonte: Terra). O evento marcou tanto que desde então, todos anos é comemorado nessa data o Dia Mundial do Rock.
Eu fiquei pensando em várias ideias de post sobre o dia de hoje, e resolvi destacar uma das mulheres que fizeram parte da história do Rock. Porque apesar do estilo ter mais de 50 anos, é visível que os homens sempre dominaram (a grande maioria das bandas que eu gosto são formadas apenas pelo sexo masculino). Então a dica de hoje é a cantora, guitarrista e minha xará de apelido Lita Ford (o nome real dela é Carmelita).

Lita Ford

Nascida em Londres, Lita Ford fez parte da banda de rock The Runaways, e após o término do grupo, em 1979, iniciou carreira solo. Grande sucesso nos anos 80, a roqueira é considerada uma das musas do Hard Rock (meu estilo favorito forever). Em 2010, a história da The Runaways foi levada para o cinema, e as líderes da banda Joan Jett e Cherie Currie foram interpretadas respectivamente pelas atrizes Kristen “Crepúsculo” Stewart e Dakota Fanning. Quem deu vida a Lita Ford foi a atriz Scout Taylor-Compton.

Filme “The Runaways”. Lita Ford é a segunda da esquerda para direita. Kristen Stewart e Dakota estão na ponta direita

Deixo com vocês uma das músicas da Lita, e desejo um Feliz dia do Rock para todos! (Menos para o Fábio, que curte a mulher Melão hahaha)

O espetacular Homem Aranha

Dez anos após a primeira adaptação cinematográfica do herói aracnídeo, estreia nos cinemas O espetacular Homem Aranha, que se propõe a contar de forma diferente a história do adolescente desajeitado que conquistou vários fãs ao longo de seus 50 anos de existência.

O espetacular Homem Aranha

O escolhido para o papel do protagonista Peter Parker dessa vez é Andrew Garfield.

Coisa linda de se ver

Na nova versão, o telespectador tem a oportunidade de conhecer melhor a história de Peter e saber porque ele foi abandonado pelo pais quando criança. Já adolescente, o futuro herói encontra uma pasta com alguns estudos de seu pai e começa a investigar o motivo do seu abandono. É aí que ele chega ao laboratório do cientista Dr. Curt Connors (Rhys Ifans), local onde além de descobrir os reais objetivos da pesquisa de seu pai, também conhece a aranha que lhe dá a famigerada picada.
Envolvido com as novas habilidades adquiridas após esse episódio e com o projeto do Dr. Connors (que pretende criar uma vacina que regenera órgãos humanos), o jovem começa um relacionamento com a garota dos seus sonhos, Gwen Stacy ( Emma Stone).

Casal fofo

O vilão que atormenta Homem Aranha nessa versão é o Lagarto, que basicamente quer tornar a humanidade mais forte transformando todos os seres humanos em super lagartos.

Bicho feio

Nada contra o Tobey Maguire (protagonista da primeira versão), mas Andrew Garfield nasceu para fazer o Homem Aranha. Além disso, o personagem, apesar de ainda tímido, possui muito mais atitude e inteligência que o herói de Maguire. Isso fica claro no relacionamento de Peter com Gwen, que é mais maduro e importante para o desfecho da história.
Outro ponto interessante é que a história está mais próxima do universo adolescente vivido por Peter. Ao longo do filme, o herói aparece constantemente com fone de ouvido, além do moletom com camisa do Ramones e do joguinho no celular (enquanto espera ser atacado pelo Lagarto no meio do esgoto).

Ramones

Quero destacar uma cena que eu achei bem interessante. Quando o Homem Aranha vai salvar um menino, durante o ataque do Lagarto, existe uma espécie de “homenagem” a todas as crianças que um dia já sonharam em ser o Homem Aranha ou qualquer super herói. Não sei se isso foi intencional ou não, mas foi a impressão que me passou. Achei bacana.
Quanto aos efeitos especiais, não preciso nem comentar. Ótimos! A grande maioria dos filmes de Hollywood nunca deixam a desejar nesse quesito, fato. A única parte que eu não curti muito foi quando Peter percebe pela primeira vez que está diferente. Foi no Metrô! rs. Achei que poderia ser no quarto, assim como aconteceu no primeiro filme.

Maas, com certeza, essa versão é muito superior. Gostei e recomendo!

Quinze versões de “O Grito”

Eu confesso: não entendo quase nada de obras de arte. Mas existem alguns trabalhos que nos tocam de alguma forma, mesmo quando não temos nenhum conhecimento técnico. Tanto que muitos de vocês já devem ter ouvido a frase “A arte não é para ser entendida, e sim sentida” (ou algo parecido).
Um quadro que sempre me impressionou é “O Grito”, a obra-prima do norueguês Edvard Munch.

O Grito

Em maio desse ano, a obra foi vendida em um leilão em Nova York por US$ 119,9 milhões, e tornou-se o quadro mais caro do mundo. De acordo com o site Vírgula, o diretor do leilão Simon Shaw afirmou à “Agência Efe” que a obra do pintor norueguês “define a modernidade e é instantaneamente reconhecível, porque é uma das poucas imagens que transcendem a história da arte e que têm um alcance global, superado apenas pela Mona Lisa”.
Fala sério, que nunca se sentiu como esse homem do quadro? Por isso, existem na internet várias versões da obra, aplicadas em situações do nosso dia-a-dia. Essa é a tal da reprodutibilidade técnica, conceito abordado pelo filósofo Walter Benjamin em um ensaio muito famoso publicado na França em 1936. Benjamim afirma que o fato de reproduzir uma obra de arte, através da fotografia, por exemplo, é algo positivo. Isso porque o acesso a essa obras torna a arte mais democrática. Isso parece óbvio hoje em dia, mas na época muitos filósofos, como o alemão Theodor Adorno, não gostaram dessa ideia. Eles afirmavam que toda reprodução contribui para a perda de identidade da originalidade.
Bom, algo me diz que Theodor Adorno se reviraria no caixão vendo esse post, já que eu separei para vocês quinze reproduções bem humoradas do quadro “O Grito”
(abaixo de cada foto, o link do site em que a imagem foi retirada)

http://www.educacional.com.br/
http://silvanabarros.blogspot.com.br
http://francinepressi.wordpress.com
http://www.opolvo.com.br
http://www.opolvo.com.br
http://www.opolvo.com.br
http://www.opolvo.com.br
http://portaldoprofessor.mec.gov.br
http://soldier.zip.net
http://doctorparnassus.blogspot.com.br
http://colunas.revistamarieclaire.globo.com
http://www.almirdefreitas.com.b
http://www.cazulo.com
http://cpupipoca.blogspot.com.br
http://alcateiasite.blogspot.com.br