Incentivo à leitura: “Pague quanto acha que vale”

Quem utiliza o metrô paulistano já deve ter se deparado com uma máquina dessas, cheia de livros e com o convite: “Pague quanto acha que vale”.

De acordo com o blog “Curiocidade“,  a ideia é da empresa 24X7, e só no primeiro mês da iniciativa (fevereiro) foram vendidos 28 mil exemplares, que até então estavam encalhados nas editoras. As máquinas só aceitam notas, a partir de dois reais. Nas últimas semanas eu adquiri 3 livros, pela bagatela de R$ 6,00 (TOTAL). São eles: “A Copa que interessa” – Eduardo Menezes, “Os informantes” – Bret Easton e “Nós mudamos o mundo: Um pioneiro revela a história da CNN” – Sidney Pike.

Novas aquisições literárias

Apesar de algumas máquinas oferecerem alguns clássicos da literatura brasileira, como Iracema e Senhora, a maioria dos títulos não são conhecidos. Além disso, alguns livros são muito técnicos, como “aprenda a gravar um DVD”.

Porém, eu sempre elogio e valorizo qualquer iniciativa que incentive a leitura. Achei essa ideia sensacional! Quando passo perto das máquinas na estação Sé, SEMPRE tem uma ou duas pessoas comprando ou pelos menos olhando as obras disponíveis. Isso é muito bacana.

Espero que a iniciativa seja levada para outras cidades e outros locais. Os amantes da leitura agradecem.

Cinquenta tons de cinza – E.L James

Quem leu meu post sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, observou que uma das minhas aquisições foi o famigerado “Cinquenta tons de Cinza”, da escritora E.L James.

Antes de falar sobre o livro, é importante que eu fale um pouco sobre a origem da obra. E. L James é uma ex-executiva de TV, que estava insatisfeita com o seu último emprego. Na mesma época, ela assistiu ao filme “Crespúsculo”, e se encantou pela história de Edward e Bela. Foi aí que ela conheceu a fan fiction, site em que fãs de determinado livro escrevem seus próprios contos ou livros tendo o original como inspiração. Para se distrair da sua frustração no trabalho, ela começou a criar a sua própria versão de Crepúsculo, o que deu origem ao livro “Cinquenta tons de Cinza”.

A obra conta a história de Anastacia Steele, uma estudante de letras de 21 anos e de Christian Grey, um jovem bilionário dono de um negócio multinacional.

A melhor amiga de Anastacia, Kate, é editora do jornal da Universidade onde ambas estudam. Por conta de uma terrível gripe, Kate não pode comparecer à entrevista marcada com o ricaço Christian Grey, e Anastacia acaba quebrando esse “galho” para a amiga, sem imaginar que esse favor mudaria para sempre a sua vida.

Logo nesse primeiro encontro, a atração entre os dois surge e Ana fica completamente fascinada pelo tal bilionário de olhos cinzentos. Depois de alguns acontecimentos, Christian deixa claro que também deseja ficar com a moça. Felicidade pura para Ana, se não fosse um pequeno detalhe: ele propõe que ela seja sua escrava sexual (ou submissa, termo que é usado no livro). E essa proposta inclue um contrato com tudo que uma submissa deve fazer para seu “dominador”, desde os atos sexuais propriamente ditos (muitos envolvendo algemas, chicotes e instrumentos de sadomasoquismo), até as roupas que ela deve vestir e a comida que ela deve comer. Ana, obviamente, fica um pouco apavorada com essa situação. Mas ela está tão apaixonada que resolve se envolver com Christian mesmo assim. Só uma pequena coisa atrapalha os planos iniciais do empresário-maníaco: Ana é virgem. Então, ele precisa “começar do zero” com a moça. E é a partir desse momento que a escritora narra diversos momentos de sexo do casal. E são muitos MESMO.

Christian, apesar de ser um doente que sente prazer provocando dor nas mulheres com quem faz sexo, é mostrado como um Deus Grego no livro. Em vários momentos, Ana fala sobre a beleza e o porte fisíco daquele homem que a convenceu a fazer essa loucura. Ele esconde um passado obscuro, que tem a ver com uma infância sofrida e que é a explicação para essa sua tara incomum . Além disso, o empresário é extremamente romântico com a moça, e sim, ele é muito apaixonado por ela. Talvez, por isso, o livro faça tanto sucesso entre as mulheres.

Mas, alguns pontos fazem com que a obra não ganhe as cinco estrelas do Avesso e Reverso (acabei de inventar isso):

1- Quando lemos uma história de fantasia (tipo um vampiro que se apaixona por uma humana), existem alguns absurdos que desafiam a lógica, mas que são perdoados, afinal, é uma fantasia. Mas quando eu leio uma história que poderia facilmente ser real, EU quero acreditar no que eu estou lendo. E muitas partes são irreais. E nem são as partes que vocês estão pensando rs.

2- Existe um trecho que é IDÊNTICO ao do livro Crespúsculo (sim, eu li). Inspiração é uma coisa, mas, vamos se esforçar pra inovar né?

3- Além do trecho, existe uma situação que é IDÊNTICA ao livro Crespúsculo. Idem tópico 2.

Resumindo: Ana é a menina inocente e Christian é o homem que representa perigo à essa inocência. Exatamente como Bela e Edward.

Mas isso não chega a tirar os méritos da obra. É uma leitura diferente, que com certeza mexe com o leitor de alguma forma (principalmente, com as leitoras). O livro também abriu as portas para a chamada “literatura erótica”, já que algumas obras até então relegadas estão surgindo no mercado.

Só nos EUA, já foram vendidos 20 milhões de exemplares desde março. Em setembro, será lançando no Brasil o segundo livro da trilogia, “Cinquenta tons mais escuros”.  De acordo com os números, não vai demorar muito para que a história erótica ultrapasse o recorde de vendas do Bruxinho Harry Potter (400 milhões de livros).

E, claro, em breve a obra será adaptada para o cinema. Ou seja, vocês ainda vão ouvir falar muito da história de Ana e Christian. Mas, vale a pena ler o livro, nem que seja só para matar a curiosidade :).

22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo

A 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerra-se hoje no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Ao longo de 11 dias, cerca de 480 expositores apresentaram as novidades no mundo da literatura, reunindo empresários, escritores e alguns nomes ilustres ligados de alguma forma ao mundo dos livros. Estive presente ontem (18) pela primeira vez na Bienal do Livro, e posso dizer que foi uma experiência diferente.

A saga para entrar no Pavilhão Anhembi

O evento fornece transporte gratuito das estações Barra Funda e Portuguesa Tietê até o Anhembi. Eu e minhas amigas chegamos na estação Tietê à tarde, por volta das 15:40. Resultado: a fila do ônibus gratuito já estava quilométrica. Sem condições. Mas o local do evento era próximo, cerca de dez minutos de caminhada. Fomos andando sem problemas.

Isso até chegar no Pavilhão do Anhembi. Parecia um formigueiro humano.

A fila para comprar ingresso se misturava com a fila para a entrada e a fila para pegar o ônibus de volta. Traduzindo: filas intermináveis e ninguém sabia onde estava ou para onde ia. A frase “imagina na Copa” foi pronunciada por muita gente. Foi difícil comprar o ingresso e achar o caminho para entrar, mas depois de pularmos uns dois obstáculos, enfim, entramos.

Dentro da Bienal

Lá dentro, um monte de gente passeava entre os estandes de várias editoras. Para os amantes dos livros, é um passeio e tanto. Obras religiosas, universitárias, HQ’s, livros técnicos, de culinária, de música, clássicos, revistas…enfim, a variedade era enorme. Tinha de tudo.

De fato, a maioria dos livros estavam com preços bem agradáveis, com destaque para os infantis. Dava para ficar andando lá o dia todo, sem ver a hora passar. Mas eu e minhas amigas já estávamos bem cansadas com a saga para entrar no evento, e nem conseguimos ver o Mauricio de Sousa e o Pelé (que era o nosso objetivo). Mas sai bem satisfeita de lá, comprei os livros que eu queria (e que o meu orçamento limitado permitiu).

Considerações finais

Como eu e minha amigas fomos no penúltimo dia do evento, que caiu em um sábado, posso dizer que a tendência era encontrar um mar de gente mesmo. O pessoal que foi durante a semana deve ter encontrado um ambiente bem mais tranquilo. Mesmo quem foi ontem, mas de manhã, também afirmou que estava mais calmo. Pagamos o preço de ter deixado para a última hora.

Mas, não dá pra negar que faltou um pouco de organização do lado de fora. Talvez o posicionamento dos ônibus atrapalhou o andamento da fila, talvez os organizadores não esperavam tanta gente, mas algo deve ser melhorado na próxima edição.

Enfim, eu já tinha essa opinião, e ontem reforcei essa impressão: o brasileiro gosta sim de ler.

OBS: Galera, vocês devem ter percebido que mais uma vez eu mudei o layout do blog. Estou com certa dificuldade em encontrar um visual certo para ele, mas gostei desse. Não pretendo mudar mais (pelo menos, não nas próximas semanas). Obrigada pela compreensão 😀

Show do Sr. Barriga (Edgar Vivar)

No último domingo (5), tive a oportunidade de acompanhar o show do ator e diretor Edgar Vivar, que se eternizou no coração de milhares de pessoas no mundo todo interpretando o personagem Sr. Barriga, no seriado Chaves.
Eu não sou uma pessoa de muita sorte (de nenhuma sorte, na verdade), então fiquei extremamente surpresa e feliz ao descobrir que fui sorteada em uma promoção do Fórum do Chaves, e que havia ganhado o ingresso para o evento.
Tirei muitas fotos do celular, que não ficaram tão boas (porque definitivamente minha câmera digital sempre me deixa na mão), mas vou tentar resumir como foi o show para vocês.

Primeiro vou falar um pouco sobre o Carioca Club, local do evento.

Mezzanino do Carioca Club

A localização é boa, próxima ao metrô Faria Lima, e o ambiente é muito aconchegante.
O que deixou a desejar foram os seguranças, super mal educados na hora de revistar as pessoas. Tá bom que esses profissionais não estão ali para passar a mão na cabeça de ninguém, mas educação nunca é demais.
Mas vamos falar de coisa boa, começando pelo público. A galera estava super animada, empolgada e dava para perceber no rosto das pessoas que estavam todos MUITO felizes por estarem ali. Havia um pessoal vendendo camisetas, bonequinhos, adesivos e vários penduricalhos da Turma do Chaves, e quando eu fui comprar uma camiseta, praticamente já não tinha mais nada. Fã que é fã gasta uma boa grana com o seu ídolo.
E aqueles fanáticos chegam a se fantasiar como os seus personagens favoritos. Dona Florinda, Chaves, Chiquinha, Profº Girafales e Kiko “tupiniquins” também estiveram presentes no evento.

Nhonho estava IDÊNTICO

O show começou com uns vinte minutos de atraso, e foi iniciado pelo Jaiminho, que de carteiro passou a repórter do Tangamandápio News. Na verdade quem estava ali era Gustavo Berriel, dublador oficial do personagem no Brasil.

“Notícias de última hora: Carminha descobre que Dona Florinda e Pópis são a mesma pessoa e Seu Madruga ensina à Nina que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”

Antes de ser anunciada a entrada de Edgar Vivar, foram exibidas algumas fotos do arquivo pessoal dele.

E quando Jaiminho anuncia a entrada do Sr Barriga, o Carioca Club vem abaixo. Muitas palmas, gritos de “Sr. Barriga, eu te amo” e muitas lágrimas (eu confesso que também chorei). E o curioso é que de acordo com o meu “olhômetro”, só havia UMA criança “de verdade” no local. Mas naquele momento, todos ali voltaram a ser crianças.
Edgar Vivar, apesar da idade já avançada, não perdeu o pique em nenhum momento. Dançou muito, cantou todas as músicas do Chaves, interagiu com o Jaiminho e Nhonho (também representado pelo dublador Gustavo Berriel) e se emocinou bastante.

Ele lembrou que de todos os países da América do Sul, o Brasil foi o último a exibir o Chaves, e mesmo assim, tem os fãs mais apaixonados pelo programa. Edgar falou em português a maior parte do tempo, o que mostra que o amor dos fãs brasileiros é recíproco.
Aconteceu um momento curioso. Durante o anúncio da exibição de algumas gravações inéditas, que mostram a Turma do Chaves em excursão pela América Latina, Edgar foi interrompido pelo grito de uma mulher, com o famoso “Vai Corinthians”. O Sr. Barriga, muito amável, nem ligou. Mas o público puxou uma vaia enorme, com gritos para expulsarem a tal mulher. Tenho certeza que ela se arrependeu do momento infeliz.

Algumas imagens das excursões:

Edgar Vivar também gravou um vídeo do público durante o show, com um objetivo muito nobre: levar ao Roberto Gómez Bolaños, criador e intérprete do personagem Chaves. Ele encontra-se muito doente, e os fãs aproveitaram esse momento (talvez único) para enviar muitas energias positivas.
Preciso destacar também a banda que tocou no show, os meninos mandaram muito bem e souberam interagir com a plateia.
Sem dúvida, foi um momento mágico para todos que estavam presentes. Chaves é um programa que marcou a infância de várias gerações, e ver tão de pertinho alguém que fez parte dessa história foi muito emocionante. A mensagem que ficou para o público brasileiro com certeza foi essa:

 “Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda,
  Amanhã velho será, velho será, velho será!
  A menos que o coração, que o coração sustente
  A juventude, que nunca morrerá!”