Cinquenta tons de cinza – E.L James

Quem leu meu post sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, observou que uma das minhas aquisições foi o famigerado “Cinquenta tons de Cinza”, da escritora E.L James.

Antes de falar sobre o livro, é importante que eu fale um pouco sobre a origem da obra. E. L James é uma ex-executiva de TV, que estava insatisfeita com o seu último emprego. Na mesma época, ela assistiu ao filme “Crespúsculo”, e se encantou pela história de Edward e Bela. Foi aí que ela conheceu a fan fiction, site em que fãs de determinado livro escrevem seus próprios contos ou livros tendo o original como inspiração. Para se distrair da sua frustração no trabalho, ela começou a criar a sua própria versão de Crepúsculo, o que deu origem ao livro “Cinquenta tons de Cinza”.

A obra conta a história de Anastacia Steele, uma estudante de letras de 21 anos e de Christian Grey, um jovem bilionário dono de um negócio multinacional.

A melhor amiga de Anastacia, Kate, é editora do jornal da Universidade onde ambas estudam. Por conta de uma terrível gripe, Kate não pode comparecer à entrevista marcada com o ricaço Christian Grey, e Anastacia acaba quebrando esse “galho” para a amiga, sem imaginar que esse favor mudaria para sempre a sua vida.

Logo nesse primeiro encontro, a atração entre os dois surge e Ana fica completamente fascinada pelo tal bilionário de olhos cinzentos. Depois de alguns acontecimentos, Christian deixa claro que também deseja ficar com a moça. Felicidade pura para Ana, se não fosse um pequeno detalhe: ele propõe que ela seja sua escrava sexual (ou submissa, termo que é usado no livro). E essa proposta inclue um contrato com tudo que uma submissa deve fazer para seu “dominador”, desde os atos sexuais propriamente ditos (muitos envolvendo algemas, chicotes e instrumentos de sadomasoquismo), até as roupas que ela deve vestir e a comida que ela deve comer. Ana, obviamente, fica um pouco apavorada com essa situação. Mas ela está tão apaixonada que resolve se envolver com Christian mesmo assim. Só uma pequena coisa atrapalha os planos iniciais do empresário-maníaco: Ana é virgem. Então, ele precisa “começar do zero” com a moça. E é a partir desse momento que a escritora narra diversos momentos de sexo do casal. E são muitos MESMO.

Christian, apesar de ser um doente que sente prazer provocando dor nas mulheres com quem faz sexo, é mostrado como um Deus Grego no livro. Em vários momentos, Ana fala sobre a beleza e o porte fisíco daquele homem que a convenceu a fazer essa loucura. Ele esconde um passado obscuro, que tem a ver com uma infância sofrida e que é a explicação para essa sua tara incomum . Além disso, o empresário é extremamente romântico com a moça, e sim, ele é muito apaixonado por ela. Talvez, por isso, o livro faça tanto sucesso entre as mulheres.

Mas, alguns pontos fazem com que a obra não ganhe as cinco estrelas do Avesso e Reverso (acabei de inventar isso):

1- Quando lemos uma história de fantasia (tipo um vampiro que se apaixona por uma humana), existem alguns absurdos que desafiam a lógica, mas que são perdoados, afinal, é uma fantasia. Mas quando eu leio uma história que poderia facilmente ser real, EU quero acreditar no que eu estou lendo. E muitas partes são irreais. E nem são as partes que vocês estão pensando rs.

2- Existe um trecho que é IDÊNTICO ao do livro Crespúsculo (sim, eu li). Inspiração é uma coisa, mas, vamos se esforçar pra inovar né?

3- Além do trecho, existe uma situação que é IDÊNTICA ao livro Crespúsculo. Idem tópico 2.

Resumindo: Ana é a menina inocente e Christian é o homem que representa perigo à essa inocência. Exatamente como Bela e Edward.

Mas isso não chega a tirar os méritos da obra. É uma leitura diferente, que com certeza mexe com o leitor de alguma forma (principalmente, com as leitoras). O livro também abriu as portas para a chamada “literatura erótica”, já que algumas obras até então relegadas estão surgindo no mercado.

Só nos EUA, já foram vendidos 20 milhões de exemplares desde março. Em setembro, será lançando no Brasil o segundo livro da trilogia, “Cinquenta tons mais escuros”.  De acordo com os números, não vai demorar muito para que a história erótica ultrapasse o recorde de vendas do Bruxinho Harry Potter (400 milhões de livros).

E, claro, em breve a obra será adaptada para o cinema. Ou seja, vocês ainda vão ouvir falar muito da história de Ana e Christian. Mas, vale a pena ler o livro, nem que seja só para matar a curiosidade :).

2 comentários sobre “Cinquenta tons de cinza – E.L James

  1. Ingrid Vigel

    Para quem gostou (ou até mesmo para quem não curtiu) do “50” descobri um que atrevo dizer ser bem mais legal: “Redes Sensuais”. Achei “Redes” muito mais excitante (e plausível) que o “50”. A história reflete isso que acontece todos os dias, isto é, pessoas se encontrando no real e no virtual através the internet. Produto nacional, o livro tem um jeitinho mais “nosso” sem cair no lugar-comum. Porém, sendo Brasileiro não tem tanto destaque na mídia. Encontrei ele no FB, http://www.facebook.com/redessensuais não sei se existe página do livro na internet…

  2. Pingback: Cinquenta tons mais escuros – E.L James « Avesso e Reverso

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