Eu me lembro

Blog “Eu me lembro”

Contar pequenos momentos da nossa vida para as pessoas é um ato muito comum no dia a dia. Com a internet, temos a possibilidade de compartilhar histórias pessoais com milhões de internautas. Pensando nisso, o Acessa SP criou o blog Eu me lembro, que tem como objetivo publicar pequenos depoimentos das pessoas que costumam frequentar os postos do programa.

A maioria dos textos registrados falam sobre lembranças da infância, dos momentos com os avós, de grandes amores e da saudade de pessoas especiais. Apesar de tratar-se de uma ideia simples, o blog permite que compartilhemos momentos felizes com pessoas desconhecidas, coisa rara hoje em dia. O ser humano anda tão egoísta que muitas vezes não compartilha momentos felizes nem com quem está do lado.

Mesmo quem não frequenta o Acessa SP pode mandar um depoimento pelo blog. O conteúdo é moderado, para evitar algum tipo de ofensa.

As lembranças são bem singelas, separei uma que eu achei bem engraçada rs:

Perdendo um dente

“Eu me lembro que aos 6 anos meu irmão foi me buscar na escola, eu saí correndo na frente dele e me dei com a boca na lixeira, perdi um dente. rs Mesmo Chorando e com a boca cheia de sangue, eu queria ficar para achar o meu dente. Meu irmão me convenceu á ir embora, mas ele voltou para encontrar o dente porque eu só ia me sossegar se encontrasse o meu dente. Foi uma comédia”.

Jacqueline Ferreira Gonçalves, 24 anos. Jaraguá – Jd. Ipanema

Aqui não é o “Eu me lembro”, mas gostei dessa ideia. Resolvi resgatar uma lembrança lá do fundo da minha péssima memória e compartilhar com vocês:

As minhas lembranças mais fortes da infância estão todas relacionadas à escola. Gostava muito de estudar (naquela época), mas os dias mais felizes eram quando eu não ia para a sala de aula, mas sim para a sala de leitura e o laboratório de informática. Amava a sala de leitura pelo motivo óbvio, e mexer no computador naquela época era uma coisa que eu só tinha a oportunidade de fazer na escola (nem sei se existia Lan House na época, e só ganhei meu primeiro PC no meu aniversário de 15 anos). Apesar de ter estudado a vida toda em uma escola pública e nem tão boa, suguei todo o conhecimento que podia. Foi uma época maravilhosa.

E agora é com vocês: Deixem aqui uma lembrança feliz! 🙂

Show do Slash em São Paulo

No último dia 6, o Espaço das Américas recebeu o lendário guitarrista Slash na turnê de seu 2º albúm solo, “Apocalyptic Love”. Ele veio muito bem acompanhando pelo vocalista Myles Kennedy (da banda Alter Bridge), do grupo The Conspirators, que conta com Todd Kerns (baixo) e Brent Fitz (bateria), além do guitarrista contratado para a turnê, Frank Sidoris.

Para quem esteve fora do planeta terra no últimos 20 anos e não sabe, Slash foi o guitarrista solo do Guns’n’Roses, uma das bandas de Hard Rock mais famosas da história. Sou muito fã do Guns e sinceramente, até agora não acredito que tive a oportunidade de ver esse mito ao vivo e a cores. Claro que as fotos desse post não são minhas (vocês sabem que a minha câmera não presta), mas vou tentar transmitir em palavras as sensações desse espetáculo maravilhoso.

Espaço das Américas

Gostei do local do show, principalmente pela ótima localização (do lado da estação de metrô Barra Funda). Pena que não me deixaram entrar com o meu pacote de bolacha, tive que deixar na portaria haha (é proibido entrar com comida ou bebida).

Show de abertura

Um pouco antes do horário previsto, a banda de Heavy Metal Alemã Edguy subiu ao palco para animar a galera. Eu não conhecia o som deles, mas gostei MUITO da apresentação. O vocalista Tobias Sammet interagiu bastante com a plateia, e demonstrou muita satisfação por estar ali. Em nenhum momento senti aquele clima de “sai daí, queremos ver o Slash”, o pessoal curtiu de verdade o show dos alemães. A banda também conta com Jens Ludwig e Dirk Sauer (guitarras), Felix Bohnke (bateria) e Tobias Exxel (baixo).

Slash, o mito

E pontualmente as 21:30, Slash e sua trupe subiram ao palco abrindo o show com a música “Halo”. Nem preciso falar que o Espaço das Américas veio abaixo nos primeiros acordes de Saul Hudson. Mas o negócio pegou fogo de verdade na segunda música, “Nightrain”, sucesso do Guns’n’Roses.

Myles Kennedy

Eu não conheço quase nada do trabalho solo do Slash, e também não conhecia o vocalista Myles Kennedy. Imagino que, assim como eu, muita gente foi ao show se questionando: “Será que esse vocalista vai dar conta de cantar as músicas do Guns?”. E graças a Deus, fui surpreendida positivamente. Slash escolheu certo seu vocalista para esse trabalho, o cara canta DEMAIS (com certeza, faz inveja ao Axl Rose hoje em dia).

O destaque também fica com o baixista Todd Kerns, que cantou duas músicas do Guns (You’re Crazy e Welcome to the Jungle). O cara não se intimidou pela “responsa” e arrebentou.

Boa forma do Slash

Slash está em plena boa forma, em todos os sentidos. Eles realizou vários solos durante o show, passeou pelo palco e comandou o espetáculo como se tivesse 20 anos. Sem contar o corpinho esbelto, de fazer inveja a muito adolescente.

Resumo

O Whiplash publicou um texto bem bacana sobre o show. A última parte resume exatamente o que Slash representa para todos que amam o rock’n’roll. Faço das palavras do autor Hugo Alves as minhas:

“Slash vem ensinando gerações como se deve fazer um Rock and Roll puro e sem firulas, com seu jeito simples e único de tocar, seu timbre inconfundível e uma banda completamente respeitável, para dizer o mínimo. Passando por toda a sua carreira, dificilmente há algum disco que se possa criticar. Deve ser por isso que qualquer show que ele faça seja um espetáculo à parte, e obrigatório para quem diz curtir o puro Rock and Roll feito por uma Les Paul plugada em Marshalls. E que venham mais shows de Slash – não à toa, considerado o último guitar hero da história”.

E para finalizar, um vídeo do encerramento do show, um clássico do Guns’n’Roses: Cidade Paraíso 😀

Documentário: Tropicália

O movimento que mudou o jeito de fazer música no Brasil foi levado ao cinema no documentário “Tropicália”, dirigido por Marcelo Machado. Lançado em setembro desse ano, o filme conta com a participação de grandes nomes do movimento tropicalista como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e  Rita Lee.

Apesar de ter durado apenas um ano (1967 – 1968), o tropicalismo revolucionou a música brasileira, além de influenciar o teatro, cinema, artes plásticas e até mesmo a moda. Foram os tropicalistas que introduziram a guitarra elétrica no país e pela primeira vez misturaram estilos como samba e rock, mostrando que a junção da música nacional e internacional poderia dar certo (por que não?).

O documentário traz imagens dos festivais da Record, onde o movimento foi apresentado ao grande público. Também são mostradas algumas cenas de filmes que influenciaram e foram influenciados pelo tropicalismo, com destaque para o Cinema Novo.

Em pé, da esquerda para direita: Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e Gal Costa. Sentados, da esquerda para direita: Sérgio Dias e Arnaldo Baptista

Todos os artistas tropicalistas são lembrados, mas claro que o destaque fica com Caetano Veloso e Gilberto Gil, líderes do movimento que foram presos e exilados, em 1969.

Uma curiosidade: Na cadeia onde Caetano ficou preso, muitos militares não sabiam por qual motivo o cantor foi levado para atrás das grades. Isso porque não havia um motivo concreto.

O tropicalismo nasceu com o objetivo de criar uma nova estética cultural, mas as letras que criticavam a Ditadura Militar foram consideradas “subversivas”, o que fez com que o movimento fosse encerrado precocemente.

O grande trunfo do documentário é o tratamento que os vídeos e fotos da época receberam. Como são imagens antigas, foram inseridos vários efeitos visuais, que deram todo um movimento especial para o filme. Ficou ótimo.

A trilha sonora, como não poderia deixar de ser, também é impecável.  O documentário não está mais em cartaz, mas vale a pena comprar o DVD e conhecer um pouco mais sobre a rica história da nossa música brasileira.