Metas culturais para 2013

Com o fim do ano, algumas pessoas começam a traçar suas metas para os próximos 12 meses. Eu já estipulei algumas, como entrar na academia e desencalhar. Mas como esses objetivos são bem difíceis, pensei em estipular algumas metas culturais para 2013. Pelo menos essas serão mais fáceis (será?). Vamos à minha listinha:

Conhecer toda a obra do Lulu Santos

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Adoro as músicas do Lulu, mas só conheço as mais famosas. Quero conhecer toda a sua discografia e, quem sabem, ir a um show dele ano que vem.

Shows internacionais – Bon Jovi e Iron Maiden

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A vinda do Iron Maiden está confirmadíssima para o Rock’n’Rio. Em entrevista ao jornal “O Globo”, o guitarrista Richie Sambora anunciou como certa a passagem do Bon Jovi pelo Brasil no ano que vem. Se ambos realizarem shows em São Paulo e tudo dar certo, Talitinha estará lá, com certeza!

Ler o maior número de livros possível

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Sei que não é desculpa, mas esse último ano da facu me afastou um pouco da leitura (tirando os livros para o TCC). Quero recuperar todo o tempo perdido, começando com as obras que eu comprei e estão paradas aqui em casa rs.

Ver mais filmes

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Meta eterna e nunca cumprida.

Voltar para as aulas de violão

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Amo tocar violão, e fiz aula durante uns dois anos. Por conta da falta de tempo, tive que parar. Mas ano que vem gostaria muuuito de voltar, e, quem sabem, virar uma artista internacional.

Um Feliz 2013!

Gostaria de aproveitar esse último post do ano para agradecer mais uma vez à todos vocês que acompanham o blog. Dia 20 de dezembro ele completou um aninho de vida! Quem é blogueiro sabe: é muito difícil manter um blog. Ora por falta de criatividade, ora por falta de tempo ou até mesmo por preguiça. Mas podem ter certeza, uma coisa que nunca faltou por aqui é  motivação. E a presença de vocês através dos comentários e das visitas me motivam demais. Muito Obrigada!

E que venha 2013!

Retrospectiva – O melhor de 2012

Confesso que esse ano não foi o mais agitado pra mim no assunto Cultura. Poderia ter lido mais livros, ter ido em mais shows e visto mais filmes, mas, mesmo assim, tive a oportunidade de curtir muita coisa bacana. Acho que está um pouco cedo para fazer uma retrospectiva, mas como não sei se volto aqui ainda esse ano rs, segue o que eu li, assisti e ouvi de melhor em 2012.

Melhor filme: Raul – O inicio, o fim e o meio

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Tá, é um documentário, mas enfim…esse filme de certa forma mudou a minha vida. Conhecia muito pouco da obra do Raul, e praticamente nada de sua vida. Mas, depois desse documentário, fiquei completamente fascinada por esse Maluco Beleza. Mais do que um roqueiro doido e bêbado, Raul Seixas foi um homem inteligentíssimo, um pensador muito além do seu tempo. Concordando ou não com a sua filosofia de vida, é impossível negar sua importância na história da música brasileira. O documentário é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa lenda do rock.

Melhor livro: Uma duas – Eliane Brum

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“Uma duas” simplesmente me fez chorar, algo que nunca tinha me acontecido lendo um livro. Eliane Brum sem dúvida é uma das melhores escritoras e jornalistas que temos no Brasil. Comprei a obra em um bate papo com ela no Sesc Vila Mariana, e saí de lá com a boca aberta, diante de sua sensibilidade em falar da vida e principalmente das histórias que ela acompanhou durante seu trabalho como jornalista. Não é uma leitura fácil, com certeza, mas é um livro transformador.

Melhor show – Edgar Vivar (Sr. Barriga)

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Essa categoria foi bem difícil. Esse ano, assisti o show do Slash (sensacional), dos Titãs (animal) e da Zélia Duncan (ah, sempre a Zélia). Mas, não dá pra negar que o mais emocionante pra mim foi o do Edgar Vivar, mais conhecido como Sr. Barriga. Chorei feito criança, e na verdade, voltei a ser criança naquela tarde de domingo. Foi mágico ter a oportunidade de ver de perto essa figura tão marcante na memória de todos os brasileiros. Tudo graças ao Fórum Chaves, que me presenteou com um ingresso através de um sorteio no Facebook (momento de sorte em 2012).

Bom, essa foi a minha modesta retrospectiva cinematográfica/literária/musical. E vocês, o que mais curtiram em 2012?

Enfim, jornalista

jornalista[1]Hoje eu fui ao Poupatempo tirar a 2ª via do meu RG.  A moça, muito simpática, começou a atualizar meu cadastro e me perguntou qual era o meu grau de escolaridade. Respondi que havia acabado de me formar, e então ela fez a pergunta que meus ouvidos já estavam ansiosos para ouvir: “Qual é a sua profissão?”. Foi com um sorriso de orelha a orelha que eu respondi: “Sou jornalista”. Ela também sorriu: “Nossa, que legal, parabéns!” (Não sei porque, mas tenho a impressão que todo mundo fica feliz quando ouve alguém dizer que é jornalista).

Enfim, faz um mês que eu abri a Central do Aluno do site da faculdade e vi que havia fechado as notas e estava matematicamente formada. Naquele momento, as lágrimas vieram aos olhos, comecei a tremer, e um colega no trabalho perguntou: “Sério que você está assim porque terminou a facu?” Não era apenas isso. Havia acabado de realizar o maior sonho da minha vida.

Desde os 12 ou 13 anos, já queria fazer jornalismo, sempre tive certeza absoluta disso. No final do ensino médio, enquanto a maioria dos meus colegas tinham dúvidas sobre qual vestibular prestar, eu já tinha decidido no meu coração qual faculdade fazer. Maas, foi aí que ele apareceu: o medo.

Sempre fui uma pessoa de espírito muito independente, e também sempre soube que o jornalismo não deixa ninguém bem de vida financeiramente (tirando algumas exceções que todos nós conhecemos). Foi aí que eu decidi fazer um ano de cursinho e prestar Fuvest para Administração (?????). Óbvio que não passei.

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Meu nome não tava lá, mas zuei muito no cursinho rs

No ano seguinte, comecei a trabalhar. A empresa que eu trabalhava tinha convênio com uma faculdade no curso de TI, além de planos de construir um grande pólo de tecnologia e contratar funcionários formados nesse curso. Muito dinheiro e plano de carreira eram coisas que eu almejava naquele momento, afinal, quanto mais rápido eu conquistasse a tal  independência financeira, mais rápido poderia perder o medo e correr atrás do meu sonho jornalístico. Lá foi Talitinha fazer TI…e óbvio que também não deu certo.

Sério que um dia achei que ia trabalhar com isso? (risos)
Sério que um dia achei que ia trabalhar com isso? (risos)

Depois de um ano, tranquei a faculdade, tomei coragem e finalmente fui meter a cara no jornalismo.

E foi simplesmente a melhor coisa que eu poderia ter feito. Posso dizer, sem sombra de dúvida, que os últimos quatro anos foram os mais felizes da minha vida, em grande parte por conta da faculdade. Se eu perdi o medo? Claro que não.

Sempre me perguntava: será que eu tomei a decisão certa? Será que eu vou sobreviver com essa profissão? No terceiro ano, por conta de uma experiência desagradável no meu primeiro estágio, pensei seriamente em desistir, pensava todos os dias que isso não era vida pra mim. Mas graças ao meu pai, minha mãe, alguns amigos e um sonho de infância alimentado durante toda uma vida, não desisti. E consegui.

Não trabalho na TV, nem no rádio e nem na imprensa. E provavelmente nunca vou trabalhar. Tenho “planos de carreira” muito mais realistas em relação ao jornalismo, e pretendo me especializar em comunicação na internet (é a área que trabalho no momento).

Mas, de uma coisa eu tenho certeza: Nasci pra escrever, minha vida é escrever e se eu conseguir não passar fome fazendo o que eu gosto, vou ser a pessoa mais feliz da face da terra.

Mesmo que eu nunca seja a Fátima Bernardes, sou muito feliz em saber que pelo menos tenho um pedacinho do dedo mindinho presente nessa profissão mágica que é o jornalismo.

Gostaria muito de agradecer quem leu esse texto até aqui haha, que acompanha o blog e quem sempre esteve presente nessa minha batalha, mesmo de longe, mesmo só lendo as baboseiras que eu escrevo de vez em quando nesse pequeno espaço. Queria agradecer também ao meu grupo na faculdade: Juliana, Aline, Edilene, Wagner e Meire. Eles compartilharam esse sonho comigo, e me ajudaram a chegar até aqui. Além de um diploma, ganhei amigos muito especiais!

Edilene, Juliana, Wagner, Aline e eu, no último trabalho de TV :) (Meire teve que trancar a facu durante um semestre)
Edilene, Juliana, Wagner, Aline e eu, no último trabalho de TV 🙂 (Meire teve que trancar a facu durante um semestre)

Enfim, mais uma vez, muito obrigada a todos! Espero que 2013 seja o melhor ano de nossa vidas, e conto com vocês nessa caminhada de novos sonhos a serem conquistados;)

Cinquenta tons mais escuros – E.L James

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Hoje eu vou falar um pouco sobre a obra “Cinquenta tons mais escuros”, segundo livro da Trilogia “Cinquenta tons de cinza”, da escritora E.L James. Antes de começar, não custa nada lembrar que já postei aqui no blog um texto sobre o primeiro livro (quem quiser  ler, é só clicar aqui).

ATENÇÃO: O CONTEÚDO ABAIXO POSSUI SPOILERS. SE NÃO DESEJA SABER INFORMAÇÕES SOBRE AS OBRAS, PARE POR AQUI!

No final do primeiro livro, Ana termina seu relacionamento com Cristhian por não suportar seu gosto sexual doentio. Nesse mesmo período, ela consegue arrumar um emprego como assistente em uma editora de livros. Ana tenta seguir sua vida sem Cristhian, mas ela está tão apaixonada pelo empresário de olhos cinzentos que só passa o tempo todo sofrendo e chorando.

Depois de um tempo, Cristhian procura Ana e implora para que ela volte com ele. Ana impõe uma condição: não quer mais ser punida com surras de chicote (ou coisas bizarras que provocam dor). Cristhian, completamente apaixonado, aceita. E é aí que o livro fica um porre. A cada três ou quatro páginas, é narrada uma cena de sexo dos dois. Tá bom que esse é o grande trunfo do livro, mas tudo o que é demais, enjoa.

A grande verdade é que, se não fossem as partes de sexo, “Cinquenta tons de cinza”  não teria feito todo esse sucesso. Existe uma situação inserida na história que tenta desviar um pouco o foco do sexo, mas quando ela supostamente acaba, tudo fica um porre de novo. Eu pensei sinceramente em abandonar o livro, mas como eu peguei emprestado e precisava devolver, fui até o final. A última página do livro dá uma esperança de que a terceira parte da trilogia não seja um fracasso, mas, sinceramente…ainda estou cogitando se eu vou ler.

Pra não falar só mal, preciso destacar que Cristhian Grey com certeza é um personagem marcante. Rico, bonito, sexy e apaixonado, é o sonho de toda a mulher. Nesse segundo livro, a sua tara incomum e seus traumas de infância são desvendados. Com certeza, ele também é o motivo de sucesso dessa história. Maass, como eu ainda vivo mais no mundo real do que no mundo da fantasia, o livro mais me irritou do que agradou.

Li algumas críticas falando que as pessoas “amam odiar Cinquenta tons de cinza”. Eu não sou especialista em livros eróticos, mas também li depoimentos de algumas pessoas que acompanham esse mercado, e elas afirma com certeza que existe uma infinidade de livros melhores que “Cinquenta tons”. Então, a conclusão que eu tirei é a seguinte: o livro realmente não é bom, mas para pessoas como eu, que não nunca tinha lido uma obra desse tipo, é um oportunidade de conhecer o estilo. Talvez seja uma outra explicação para todo esse sucesso. Enfim, a sugestão que eu deixo é a mesma que eu deixei no primeiro texto sobre a trilogia:  Vale a pena ler para matar a curiosidade.