O Grande Gatsby – O poder da observação

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Leonardo DiCaprio dá vida ao misterioso Jay Gatsby em “O Grande Gatsby”

Um clássico.

Acredito que essa seja a mais simples definição do livro “O Grande Gatsby”, escrito pelo americano F. Scott Fitzgerald e publicado pela primeira vez em 1925. Adaptado para uma peça da Broadway e duas versões cinematográficas, o romance chega ao cinema pela terceira vez, com Leonardo DiCaprio no papel de Jay Gastsby.

Quem narra essa história é o jovem sonhador Nick Carraway (Tobey Maguire). Vizinho de Gatsby, Nick costuma observar de longe as grandes festas na mansão do milionário. Depois de visitar sua prima Daisy (Carey Mulligan) e participar de uma animada “reunião” com o esposo de sua prima, Nick começa a ter algumas pistas de quem é Gatsby.

Até que um dia, ele recebe um convite para comparecer em uma festa na mansão vizinha. Nada demais, a não ser pelo fato de que ninguém era convidado para as festas de Gatsby, as pessoas simplesmente apareciam lá. Na verdade, ninguém sabia quem era Gatsby.

Depois da festa, os dois tornam-se amigos, até que Nick descobre o motivo do interesse do milionário por ele. Gatsby teve um caso com Daisy, e conta com a ajuda do vizinho para ficar novamente com a sua amada.

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Nick Carraway (Tobey Maguire)
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Daisy (Carey Mulligan)

Muita coisa me chamou a atenção no filme, começando pela beleza do figurino impecável. As cenas na mansão de Gatsby são fantásticas, e a trilha sonora (com músicas atuais) se encaixaram perfeitamente com todo o clima dos anos 20.

Porém, o que eu mais gostei foi simplesmente da história. Durante várias cenas, a minha vontade era de ter um papel e uma caneta, para anotar as frases geniais escritas por F. Scott Fitzgerald. Me identifiquei completamente com Nick Carraway. Usando o poder (ou o dom) da observação, Nick traça a personalidade de todos que estão em sua volta com uma sensibilidade incomum.

Agora estou lendo o livro, e gostaria de ter escrito esse post depois de terminar a leitura (mas a ansiedade não deixou rs). E no livro fica mais evidente ainda a riqueza desse personagem. Sem dúvida, a minha parte favorita da história é quando Nick está em um apartamento em Nova York, e observa todas as janelas da cidade, com seus habitantes e histórias. Ele afirma que não sabe se está observando a cidade, ou a cidade está lhe observando. No livro, a frase que ele utiliza para resumir esse momento é essa:

“Eu estava ao mesmo tempo dentro e fora, encantado e repelido pela variedade inesgotável da vida…”

Eu sempre fui da opinião de que se as pessoas observassem um pouco mais o próximo (de forma positiva, claro), a vida seria muita mais interessante. E, de fato, a vida de Nick torna-se muito mais interessante ao observar, e posteriormente participar, da vida do misterioso e grande Gatsby.

Dito isso, recomendo muito o filme. Confiram o trailer e se possível, leiam o livro!

3 comentários sobre “O Grande Gatsby – O poder da observação

  1. Olá, tudo bem? Eu assisti no sábado!!!!! Gostei do filme. Leonardo diCaprio é o grande destaque. Depois, li no guia que o longa tem mais de duas horas de duração. Não percebi isso no cinema. Sinal que tem fôlego. Bjs, Fabio

  2. Pingback: Retrospectiva – O melhor de 2013 | Avesso e Reverso

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