Drauzio Varella Entrevista – Zélia Duncan

Zélia Duncan e Drauzio Varella. Fonte: Instagram da Zélia (zeliaduncan)
Zélia Duncan e Drauzio Varella. Fonte: Instagram da Zélia (zeliaduncan)

Na última segunda feira (19), estive no teatro Eva Herz, localizado na Livaria Cultura, para acompanhar a entrevista do Dr. Drauzio Varella com a cantora Zélia Duncan.

Aí vocês me perguntam: “Drauzio Varella entrevistando???”. Sim! O médico produz para o seu site (http://drauziovarella.com.br) um programa chamado “Drauzio entrevista”, e sempre convida personalidades da música, cinema, e TV para um bate papo descontraído e aberto ao público. E o melhor: é gratuito! Para saber mais, curtam a fanpage da Livraria Cultura.

Drauzio e Zélia são amigos pessoais, o que deu um tom muito interessante para a entrevista. O começo da carreira, os trabalhos recentes e a vida de maratonista foram os temas principais da conversa.

Em seu novo CD, “Tudo Esclarecido”, Zélia faz uma homenagem ao cantor e compositor Itamar Assumpção, grande inspiração para a sua carreira. Na estrada também com o musical “Tô Tatiando”, a cantora realiza uma outra homenagem, dessa vez para o cantor e compositor Luiz Tatit. Uma curiosidade: Quem realiza a direção desse espetáculo é a atriz Regina Braga, esposa do Drauzio Varella.

Já comentei sobre o “Tô Tatiando” aqui no blog, se quiser saber mais é só clicar aqui.

Apesar de já acompanhar há alguns anos a carreira da Zélia, a entrevista me trouxe muitas novidades. Algumas curiosidades:

– Além de inspiração musical, Itamar Assumpção foi um grande amigo de Zélia. Mas quando se conheceram, o cantor não foi… digamos….muito simpático com ela. Só depois de muitos anos, shows, e uma regravação de Zélia de uma de suas músicas (Vou tirar você do dicionário), Itamar se rendeu à simpatia da cantora.

– Zélia é maratonista, e já participou de diversas corridas pelo Brasil. Seu grande incentivador foi o Drauzio.

– A música “Primeiro Susto”, do CD “Intimidade” (1996), foi inspirada na primeira vez que a cantora subiu no palco, aos 16 anos.

No final da entrevista, Zélia ainda cantou duas músicas do álbum “Tudo Esclarecido”, e brindou os fãs com um trechinho de “Vou tirar você do dicionário” (Nunca imaginei que um dia fosse ouvir essa música ao vivo).

A entrevista ainda não foi disponibilizada no site, estou no aguardo para divulgar aqui no blog. E antes de encerrar o post, reforço mais uma vez: curtam a fanpage da Livraria Cultura e participem das próximas gravações, vale a muito a pena!

E agora, para encerrar, uma das músicas do CD “Tudo Esclarecido”. Aproveitem!

Quem mandou

Você já veio com contra indicação
Altos riscos de contaminação
Não dei bola joguei a bula fora
Quem mandou?

Chegou assim de vírus, radiação
Contaminando minh’ alma e coração
Não dei bola joguei a bula fora
Quem mandou?

Tive febre de todas as cores
Me arderam todos os amores
Rasguei seda, comi flores
Fiz das tripas, coração
Quase que aperto o botão
Do juízo final

Extraordinário – R.J Palacio

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Ser apenas mais um na multidão.

Esse é o simples desejo de August Pullman, o personagem principal do livro “Extraordinário”, escrito pela americana R.J Palacio.

Auggie, como é conhecido por todos, é um garoto de 10 anos que gosta de tomar sorvete, jogar Xbox e colecionar objetos do Star Wars. Nada de diferente para um menino de sua idade, a não ser por um motivo: Ele é portador de uma doença genética rara, que o fez nascer com algumas deformidades no rosto.

Era inevitável. Desde pequeno, Auggie teve que conviver com olhares assustados, comentários maldosos e todo o tipo de situações desagradáveis, por conta de sua aparência diferente. Até que um dia, sua mãe lhe dá uma notícia inesperada: Ele teria que frequentar a escola. Seus pais, sempre tão protetores e carinhosos, acreditam que as aulas em casa já não são suficientes, e Auggie precisa finalmente enfrentar o mundo lá fora.

E é na escola que o garoto passa a enfrentar a realidade da vida, enfrentando o preconceito, bullying e humilhações por parte de alguns colegas.

É um livro infanto juvenil, mas que me tocou de uma forma que poucas obras conseguiram.

O tempo todo me coloquei no lugar de Auggie. Como seria viver com as pessoas me apontando? Rindo de mim? Me sentindo a pior pessoa do mundo? Na realidade, fiz uma viagem no tempo e voltei até a minha infância.

É incrível como a época de escola marca tanto a nossa vida. E arrisco dizer que, certamente, todos nós já nos sentimos um pouco como o Auggie em algum momento.

Mas o livro não retrata apenas os momentos tristes. Felizmente, existem crianças na escola (poucas) que enxergam Auggie exatamente da forma como ele é, um menino divertido e comum. Ele conquista amizades sinceras, que o ajudam a enfrentar os desafios e não desistir da escola.

Um destaque do livro é que podemos acompanhar em capítulos separados a perspectiva de algumas pessoas que convivem com ele. A solidão de sua irmã mais velha, Olívia, os sentimentos de seus amigos, Jack e Summer, e o olhar de personagens que, por acaso, entraram na vida do garoto. Esse recurso utilizado pela autora faz com que possamos enxergar a situação como um todo, lembrando que Auggie não é um “coitadinho”, e que as pessoas ao seu redor também possuem uma vida que nem sempre é fácil.

Para encerrar, deixo uma frase do livro que me identifiquei muito. Algumas pessoas vão discordar desse pensamento, achar até bobo, mas vale a reflexão e fica como “aperitivo”:

“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil…”

Orange is the new black – 1ª temporada

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Terminei de assistir nesse fim de semana a 1ª temporada da série “Orange is the new black”, produzida pelo Netflix. Para quem não conhece, o Netflix é um serviço de internet que disponibiliza filmes, séries, novelas, etc, e cobra um valor mensal para que os assinantes tenham acesso à esse conteúdo. Além disso, eles também costumam produzir suas próprias séries, e “Orange is the new black” é a mais recente produção.

A história, baseada na biografia homônima da americana Piper Kerman, conta a história de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma empresária que vê sua vida mudar ao ser condenada a 15 meses de prisão. O crime: Há 10 anos, ela ajudou a namorada, Alex Vauser (Laura Prepon), a transportar dinheiro em um esquema de tráfico de drogas internacional.

Piper agora é noiva de Larry (Jason Biggs), e conta com o apoio do noivo para superar esses meses em que ficará confinada na penitenciária feminina de Litchfield.

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Piper Chapman (Taylor Schilling)
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Piper e Larry (Jason Biggs)

Mas clarooo que passar um tempo na prisão não seria uma tarefa fácil, e a série conta o drama de Piper e de todas as mulheres que estão confinadas com ela.

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Algumas detentas de Litchfield

Assassinas, traficantes, ladras…todas estão lá por algum motivo, mas é difícil não se emocionar e até gostar de algumas delas. Através de alguns (poucos) flashbacks, é possível conhecer um pouco melhor o passado dessas mulheres. Histórias de amizade e de amor existem, mesmo diante da violência (física e moral) que certamente acontece “na vida real” em qualquer sistema penitenciário do mundo.

Apesar dos momentos de comédia, é uma série bem forte, com várias cenas de sexo (principalmente entre mulheres). Quem é da turma do Feliciano e do pai do Félix não vai gostar.

Piper é o tipo de pessoa que atrai confusão naturalmente, e acaba criando algumas inimizades. Manter sua relação com o noivo Larry também é um desafio, já que ele tem uma vida do lado de fora e um relacionamento à distância nunca é fácil. E para piorar, uma de suas companheiras na cadeia é nada mais, nada menos que a sua ex namorada, Alex.

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Alex Vauser (Laura Prepon)

Uma das coisas mais legais das séries produzidas pelo Netflix é que as temporadas são disponibilizadas na íntegra. Ou seja, você não é obrigado (a) a esperar uma semana para ver o próximo episódio. Outro ponto positivo é a duração das temporadas, que não costumam passar de 15 episódios.

A segunda temporada já está confirmada para 2014. Se você tem Netflix, recomendo que assista. Se não tem, recomendo que assine logo, pois tem muita coisa boa.

Confiram o trailer:

The Jackson Five

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The Jackson Five

Minha década favorita na música sem dúvida nenhuma é os anos 80, mas nas últimas semanas um grupo dos anos 70 dominou meus ouvidos: The Jackson Five.

De acordo com o WikipédiaThe Jackson 5 foi um grupo musical de R&B e Soul dos Estados Unidos. O grupo era formado pelo famoso cantor Michael Jackson e os demais integrantes da Família Jackson, seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, posteriormente incluindo Randy.

É impossível ouvir uma música do grupo e não se emocionar com a voz e o talento do pequeno Michael. A maioria das canções falam de amor, e ele transmitia tanto sentimento ao cantar que chega a ser um mistério de onde ele tirava tanta emoção. Nessa época, ele já era uma pequena estrela que começava a brilhar.

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Basta ver os vídeos do Youtube para perceber que Michael se destacava naturalmente entre seus irmãos. A carreira solo logo veio, e ele foi crescendo cada vez mais, até virar o Rei do Pop que todos conheceram.

Além de emocionar, ouvir as música do Jackson Five traz muitas reflexões. Como um menino tão especial e talentoso acabou sofrendo tanto durante a vida? Um pai agressivo, transtornos psicológicos, acusações de um crime tão terrível (que até hoje não ficou muito claro), e a morte de uma maneira trágica. É triste pensar que Michael teve uma carreira brilhante, fez tantas pessoas felizes, mas viveu de maneira muito infeliz.

Minha vontade é de voltar no tempo, e impedir de alguma forma que esse menino cresça. Aliás, essa também foi a vontade de Michael, ele nunca quis crescer. Será que ele já pressentia que a vida seria tão cruel?

Já faz 4 anos que ele se foi, mas seu talento ficará marcado para sempre. Minha dica para esse domingo é voltar um pouquinho no tempo e curtir a voz desse pequeno garotinho, que um dia conquistou o mundo.