Bon Jovi em São Paulo: “melhor que Rio”

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“Me divertindo pacas com essa galera”

No último domingo (22), a banda Bon Jovi esteve em São Paulo, no estádio do Morumbi, apresentando sua nova turnê “Because we can”. Segundo as palavras do próprio Bon Jovi, o público paulistano foi melhor do que a plateia do Rock in Rio, onde a banda se apresentou dois dias antes. Eu estava lá e vou contar as minhas impressões sobre o show.

Abertura com Nickelback

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Chad Kroeger, vocalista do Nickelback

A abertura do show ficou por conta da banda Nickelback, que fez o trabalho direitinho e animou a galera com um repertório cheio de sucessos. Apesar de muito queridos pelo público brasileiro, essa é a primeira passagem da banda pelo país, e tenho certeza que eles se surpreenderam com a recepção calorosa. Quem sabe eles se animam e voltam em breve para um show solo? Vamos aguardar.

Bon Jovi

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Jon Bon Jovi e o guitarrista Phil X

Às 20h em ponto, Bon Jovi subiu ao palco com a música “That’s What the Water Made Me”, do novo CD que dá nome à turnê. Em seguida, ele emendou “You Give Love a Bad Name”, e aí sim, o show começou de verdade para mim.

A realidade é que a grande maioria (inclusive eu) estava lá para ouvir os clássicos, mas a primeira parte do show foi especialmente dedicada às músicas do novo trabalho. A demissão do guitarrista Richie Sambora e a cirurgia de emergência do baterista Tico fizeram Jon “se virar nos 30” e contratar outros músicos, talvez nem tão familiarizados com o repertório antigo. Confesso: fiquei decepcionada por não ter a chance (pelo menos não dessa vez) de acompanhar um show com a banda “completa”, mas também não posso tirar o mérito dos músicos contratados, que se esforçaram para manter o nível da banda.

Mas voltando ao show, a segunda parte veio com os clássicos e foi simplesmente demais! “Bad Medicine”, “Livin’ on a Prayer”, “Born To Be My Baby” e a épica “Wanted Dead or Alive” fizeram o Morumbi tremer!

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E quando todos já estavam ansiosos para cantar o grande sucesso “Always”, começou a chover. Mas não foi uma chuvinha, foi um dilúvio!

E assim o show terminou. Sem “Always”, sem tchau (estava no bis, mas podia ter rolado outro tchau), enfim…a chuva encerrou o show antes da hora. Nesse momento, eu só conseguia pensar “não acredito que não ele não cantou Always”. Mas depois de toda a saga pra chegar em casa (que eu vou contar logo em seguida), minha decepção por não ter ouvido “Always” passou. Pelo menos ele cantou “Wanted dead or alive” e nós, brasileiros que não desistimos nunca, saímos do estádio cantando a música. Foi muito legal.

Saindo do Morumbi

Sou uma moradora da periferia de São Paulo e que depende exclusivamente de transporte público. Assim como eu, muitas pessoas que foram ao show também estão nessa condição.

Sair do Morumbi depois do show e chegar no metrô antes da 0h foi uma verdadeira saga para quem precisava chegar em casa para trabalhar/estudar no dia seguinte. Para quem não sabe, o Morumbi é uma das regiões nobres de São Paulo, e a falta de transporte público lá me deu a impressão de que não fazem questão nenhuma que os moradores de outras regiões transitem pelo bairro. Tanto que o projeto para a construção da Linha 17-Ouro do Metrô, com o monotrilho que ligaria Jabaquara com o Morumbi, foi duramente criticado pelos moradores da região.

Dentro do estádio, não tive muitas reclamações. Mas não pretendo voltar lá tão cedo.

Considerações finais

Fiquei com aquela sensação de que “Foi bom, mas poderia ter sido melhor”. Mas a emoção de ter visto Bon Jovi ao vivo, mesmo com o desfalque da banda, foi inesquecível. “Perfeito” é pouco para definir o que é esse homem!

Para encerrar, deixo com vocês o vídeo do melhor momento do show:

Iron Maiden inicia turnê no Brasil com “Rock in São Paulo”

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Bruce Dickinson: “Scream for me Brazil!!!”

Antes de mais nada, peço desculpas pela falta de atualização no blog nas duas últimas semanas. A preguiça e falta de inspiração não me deixaram aparecer por aqui, mas vou tentar voltar ao ritmo :).

Em compensação, volto com um post esperado por muito tempo (por mim, claro): Comentários sobre o show do Iron Maiden realizado ontem (20), no Anhembi (São Paulo). A Donzela de ferro está de volta ao Brasil com a turnê “Maiden England”, e apresentou ao público um repertório cheio de clássicos.

Antes do Iron Maiden, o público acompanhou os shows das bandas Ghost B.C e Slayer. Confesso que não conheço o trabalho deles, mas vou comentar rapidamente sobre as duas apresentações.

Ghost B.C

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Papa Emeritus II, vocalista da banda Ghost

Depois da recepção negativa no Rock’n’Rio e de meia hora de atraso para começar o show no Anhembi, o Ghost B.C já havia se tornado a banda mais odiada de todos os tempos. Muita gente (pelo menos quem estava perto de mim) não cansou de criticar e zoar a banda do vocalista Papa Emeritus II. Felizmente, a maioria do público não vaiou, e até aplaudiu timidamente a banda no fim da apresentação.

Não é meu estilo favorito, não iria a um show só deles, mas não achei tão ruim assim. Acredito que jogaram o Ghost em dois shows com o público errado, que jamais curtiria esse tipo de “espetáculo”. Mais sorte na próxima vez, pessoal!

Slayer

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Tom Araya, vocalista do Slayer

Slayer é clássico, e clássico sempre dá certo.

Infelizmente, o som no show deles estava MUITO baixo, o que decepcionou muitos fãs. O set list curto também desanimou o público que foi lá só para ver a banda. Apesar disso, os vários “bate cabeças” durante a apresentação mostraram que deu pra curtir, mesmo com os imprevistos. Um destaque legal foi a exibição de um vídeo em homenagem ao guitarrista Jeff Hanneman, que faleceu em maio desse ano em decorrência de uma cirrose hepática. Espero que eles voltem em breve e façam um show com a qualidade de som melhor, os fãs merecem!

Iron Maiden

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Steve Harris, o cara

E quando finalmente o Iron Maiden subiu no palco, o Anhembi foi à loucura. Acredito que eles são a banda internacional de heavy metal que mais visitou o Brasil nos últimos tempos (4 apresentações em 5 anos), mas, mesmo assim, o público fiel sempre lota os shows.

A energia dos integrantes é inexplicável. Bruce, muito falante e bem humorado, citou várias vezes o Rock’n’Rio. Depois de algumas vaias, ele se redimiu e declarou que aquela noite era o “Rock in São Paulo”. O público aceitou e retribuiu com muita energia, do começo ao fim do show.

E como não pirar com um set list recheado de clássicos? “Aces High”, “Wasted years”, “Fear of the Dark”, é para deixar qualquer fã de Iron Maiden mais feliz que pinto no lixo. E não preciso nem comentar a competência musical deles, são lendas vivas e inspiração para qualquer musico.

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Adrian e Janick
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Fãs enlouquecidos na grade

Todos da banda tinham um sorriso no rosto durante a apresentação, mostrando que gostam de verdade de tocar para os brasileiros. O destaque “simpatia” da noite ficou com Nicko, que teve seu nome gritado em coro durante vários momentos. Em agradecimento, soltou um belo “Obrigado, São Paulo” antes de sair do palco, não sem antes oferecer suas munhequeiras e pratos da bateria para o público.

Os efeitos no palco, com luzes, fogos e jatos de fogo foram impecáveis. E claro que o “mascote” da banda também estava lá, o famoso Eddie.

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O Iron Maiden é uma banda que atravessa gerações, tanto que era muito comum ver pais e filhos juntos no Anhembi. E não é difícil saber o por quê. As letras, a qualidade musical e o profissionalismo deles conquistaram todo o respeito e admiração do amantes do rock. Foi uma noite muito emocionante para todos os fãs. E espero que eles destruam no Rock in Rio!!!!

Antes de encerrar, quero avisar que todas as fotos desse post são do Renan Facciolo, e que vocês podem conferir mais imagens clicando aqui.

E amanhã tem Bon Jovi, meu Brasil!!! Aguardem o registro no próximo post! 😀

Clarice Falcão mostra sensibilidade e bom humor no CD “Monomania”

Clarice-Falcão-MonomaniaA internet está cheia de “Web Celebridades”, que se destacam por conta de um blog, canal no Youtube ou qualquer outro tipo de trabalho. Muitos alcançam um sucesso passageiro, e acabam caindo no esquecimento em questão de semanas (ou dias).

Esse não foi o caso da cantora, compositora e atriz Clarice Falcão.  Sucesso absoluto no Youtube com suas músicas e participação no canal de humor “Porta dos Fundos”, ela acaba de lançar o CD “Monomania”. Com letras sensíveis e bem humoradas, a jovem de 23 anos conquistou o público com seu carisma.

Ontem (31), estive no Cine Jóia para acompanhar um show da Clarice. Confesso que conhecia mais o trabalho dela como atriz, e achava as músicas dela “legais”, sem nenhum “ohhhh, essa música é demais”. Mas, felizmente, fui surpreendida positivamente no show.

Clarice é uma fofa, e tem um jeitinho diferente que causa uma sensação boa. Contida, mas ao mesmo tempo muita expressiva, ela apresentou seu repertório em meio aos gritos enlouquecidos dos fãs. Sério, fazia tempo que eu não via uma plateia tão apaixonada!

Seu bom humor é contagiante, e sem dúvida o lado atriz também apareceu em vários momentos. Suas músicas, apesar de um pouco “paradas”, possuem letras muito bem construídas. Vale lembrar que Clarice também é roteirista, e já colaborou com algumas séries da Globo.

O show foi curto (durou 1h), mas posso dizer que valeu a pena conhecer um pouco mais do repertório dela! Deixo com vocês a minha mais nova música favorita:

Macaé

“Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Ei, se eu falar que foi por amor que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Ei, se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia….”