Monsters of Rock, Whitesnake e superação

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Dia lindo em São Paulo no último dia do “Monsters of Rock”

No último fim de semana, a cidade de São Paulo recebeu o festival “Monsters of Rock”, realizado na Arena Anhembi. Dividido em dois dias, o evento contou com a presença de 18 bandas e recebeu cerca de 60 mil pessoas. No sábado (19), dia dedicado ao New Metal, se apresentaram Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed, Gojira, Hellyeah e Project46.

No domingo (20), quando o Hard Rock tomou conta do festival, estiveram presente as bandas Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Queensrÿche, Buckcherry, Dokken, Dr. Sin, Doctor Pheabes e Electric Age. Como boa amante do Hard Rock, marquei presença no último dia do evento com um único objetivo: Ver o Whitesnake.

Não vou comentar os outros shows porque não conheço muito trabalho das bandas. Mas falando rapidamente sobre o festival, estava tudo bem organizado, porém, o preço da bebida e dos alimentos (como sempre) foi um absurdo. Pagar R$ 10,00 em um hot dog que só vem pão, salsicha e batata palha é um roubo. Um fator engraçado que eu também preciso comentar foi o visual de algumas pessoas, que embaixo de um sol escaldante usavam jaqueta jeans e calça de couro!!!!! E o que dizer das meninas que foram de salto alto!!!!!??? Tudo bem que o “figurino” em um show é importante, mas eu ainda acho que o conforto é fundamental, ainda mais em um show de rock!

Enfim, vamos ao que interessa!

Whitesnake

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David Coverdale, um tiozinho fofo!

Era claro pelas camisetas que grande parte do público estava lá para ver duas bandas: Aerosmith e Whitesnake. Quando David Coverdale e sua trupe entraram no palco, o Anhembi vibrou! Ao som de “Give me all Your Love”, o espetáculo começou com muita energia. Logo em seguida, vieram “Ready an’ Willing” e as épicas “Love Ain’t No Stranger” e “Is This Love”. A camisa de David deixou claro seu carinho pelo Brasil, e o restante da banda também estava muito empolgada durante toda a apresentação.

Os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach fizeram o momento “duelo de solos” com muita competência, e o baterista (mito) Tommy Aldridge fez um solo de bateria que deixou grande parte do público de queixo caído. Arrasaram!

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O guitarrista Doug Aldrich
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Tommy Aldridge destruindo na batera

Superação de David Coverdale

Depois que voltei do show, comecei a acompanhar na internet os comentários sobre a apresentação do Whitesnake e fiquei muito #chateada. Várias pessoas afirmaram que Dave não sabe mais cantar, e que em respeito aos fãs ele deveria encerrar a carreira.

Oi? Não sabe cantar? Bom, uma coisa é fato: A voz de David não é a mesma de 30 anos atrás. Em vários momentos, era nítido que ele se poupava e deixava o trabalho com os backing vocals. Em 2009, ele passou por uma cirurgia nas cordas vocais. David já tem 62 anos, e canta profissionalmente desde os 18. É ÓBVIO que a sua voz não estaria 100% nessa altura da vida, mas dizer que ele não cantou e que devia se aposentar é demais. Me emocionei no show, achei que ele arrebentou, e felizmente muitos críticos também fizeram ótimas resenhas sobre a sua performance. David tem consciência das suas limitações, mas o amor pela música e pelos fãs faz com que ele se supere a cada show. Isso para mim é mais importante que qualquer coisa, e graças à essa superação eu e milhares de fãs tivemos a oportunidade de realizarmos um sonho.

Aí, por curiosidade, resolvi procurar no youtube a transmissão via web que o Multishow fez do show. Foi simplesmente MEDONHA!! Parecia que eu estava assistindo outro show, tamanha a falta de qualidade do som. Quem acompanhou pelo Multishow e saiu metendo o pau tem razão, porque simplesmente destruíram a apresentação.

Considerações finais

Enfim, curti muito o festival, e acredito que não ficaremos mais 15 anos sem receber o evento. O rock é um estilo de música universal, tem os fãs mais fiéis, e o Brasil já mostrou para todo mundo que aqui as bandas são muitos bem recebidas. Espero que 2014 seja um ano tão bom para os roqueiros como foi 2013.

Bom, o “Monster of Rock” foi o último grande evento de rock desse ano. Felizmente, pude ir em vários shows e compartilhar um pouco com vocês as minhas experiências e opiniões. Espero que tenham gostado, porque eu ADOREI!!! 😀 \o/ \o/ \o/

Ouro – Chris Cleave

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Por coincidência, assim como no último post, hoje também vou falar sobre uma história de rivalidade no esporte. A pista agora é de ciclismo, e a medalha olímpica é o que move duas amigas a se enfrentarem durante anos. Esse é o fio condutor do livro “Ouro”, escrito pelo britânico Chris Cleave.

As protagonistas dessa história são Zoe e Kate, duas ciclistas de 32 anos que se enfrentam desde os 19 em campeonatos nacionais, internacionais e olimpíadas. São treinadas desde o início pelo mesmo técnico, o ex ciclista Tom.

Zoe dedica sua vida à bicicleta, não suporta perder e é capaz de fazer qualquer coisa para conquistar a vitória. É uma mulher solitária e vive se metendo em escândalos na mídia, por conta de seus “relacionamentos” casuais e personalidade forte. Sua única amiga é ao mesmo tempo sua maior rival nas pistas.

Kate é uma atleta competente e esforçada, mas precisou se afastar durante um tempo das pistas por conta do nascimento de sua filha, Sophie. É casada com Jack, que também é ciclista. Se preocupa muito com Zoe, e faz de tudo para ajudar a amiga à enfrentar seus dramas pessoais.

Zoe, Kate e Jack estão prestes a conquistar a vaga para a última olimpíada de todos (Londres 2012). Enquanto Zoe está se dedicando ao máximo, Kate e Jack alternam os treinamentos com o tratamento de Sophie, que aos 8 anos enfrenta a leucemia.

A obra é narrada no presente, e apresenta vários flashbacks. Eu confesso: larguei o livro por cerca de um mês. Não sei se era falta de concentração, preguiça, ou porque o ritmo no começo é um pouco arrastado, mas deixei a história p/ lá.  Depois de um tempo, peguei um outro livro emprestado e pensei: “Melhor eu terminar de ler “Ouro”, ainda falta muito e quem sabe a história melhora”. E não é que eu estava certa? Em certo ponto, eu comecei a devorar o livro!

Os Flashbacks são essenciais para descobrir como Zoe é uma mulher com sérios problemas mentais, enquanto Kate é uma verdadeira heroína. Dentro dessa rivalidade (que ultrapassa as pistas), existe uma ligação muito forte entre elas. É o tipo de história que mostra como certas situações e sentimentos se misturam, tornando-se impossível definir qualquer coisa. É simplesmente a vida, que sempre nos surpreende.

Todos na história precisam realizar uma escolha em algum momento, que vai trazer sofrimento. “Ouro” nós faz pensar o valor de nossos sacrifícios em busca do que amamos.

O treinamento pesado dos atletas olímpicos chama a atenção, já que nós, simples telespectadores, nem imaginamos o esforço realizado para a conquista de uma medalha. A luta pela vida da pequena Sophie, que a cada dia sofre mais com os sintomas do câncer, também emociona.

Dito isso, recomendo muito essa história e deixo uma dica; Dê a segunda chance para um livro, pode valer a pena 🙂

 

Rush – No limite da emoção

Rush
Os pilotos (e rivais) James Hunt e Niki Lauda

A vida real está cheia de histórias fantásticas, que virariam filmes muito melhores que algumas obras de ficção. Esse é o caso de “Rush – No limite da emoção”, dirigido por Ron Howard.

O filme retrata a temporada de F1 de 1976 e mostra a rivalidade entre os pilotos James Hunt (Chris Hemsworth) e Niki Lauda (Daniel Brühl).

Formula One World Championship
Niki Lauda e James Hunt na vida real

James Hunt (McLaren) é o tipico “fanfarrão”, vive rodeado de mulheres e abusa do álcool e das drogas. Apaixonado pela velocidade, não tem medo de arriscar a própria vida nas corridas.

Já Niki Lauda (Ferrari) é calculista e técnico, corre porque acredita ser a única coisa que sabe fazer na vida. Não é popular como James Hunt, mas se preocupa com a segurança dos pilotos. E ele tinha razão.

Nos anos 70, não havia tanta segurança como na F1 atual. Cerca de 2 pilotos morriam por ano, e correr era considerado um suicídio. Talvez por isso o esporte naquela época era muito mais comentado e mobilizava a atenção do público, pois, quem se arriscava nas pistas conquistava o respeito e admiração do mundo. James e Niki eram as principais estrelas da F1, duelando entre si para mostrar quem era o melhor.

A diferença entre os dois ia além das pistas, e o filme mostra também “os bastidores”, em que Niki tinha um casamento feliz e estável, enquanto James era abandonado pela mulher que não suportava a solidão.

A histórica fantástica de superação de Niki (que quase morre após sofrer um grave acidente) é o ponto alto do filme, além da corrida final que definiu o grande campeão de 76. Eu, que não curto nem um pouco F1, me peguei super tensa e nervosa com a decisão. A fotografia impecável e a trilha sonora também são destaques do filme.

No fim, percebemos que a rivalidade dos dois foi o que moveu cada um a se tornar um campeão. E é claro que, como em qualquer filme baseado em fatos reais, alguns pontos foram exagerados (a famosa “licença poética”). Na vida real, James e Niki eram bons colegas, e sempre se respeitaram.

Inclusive, o IG fez uma matéria bem bacana baseada no filme, com as verdades e mitos sobre a rivalidade de Hunt e Lauda.

Para encerrar, uma curiosidade: Na corrida de Interlagos, James Hunt aparece rodeado de passistas de escola de samba. Pode até ser que isso tenha acontecido, mas me pareceu apenas o velho esteriótipo do Brasil (carnaval+mulheres seminuas).

Enfim, mesmo para quem não curte a F1, vale muito a pena conhecer essa história!!

Confiram o trailer: