Retrospectiva – O melhor de 2013

Estava aqui pensando sobre o post dessa semana, e vasculhando os textos do ano passado me lembrei que esse é o momento de fazer a tradicional (SQN) retrospectiva cultural do melhor de 2013 aqui no blog. Depois de 6 anos, 12 meses de cursinho, uma faculdade largada e uma faculdade concluída, finalmente tive um ano em que minha única obrigação na vida foi trabalhar. Assim, tive bastante tempo e um dinheirinho sobrando pra aproveitar um pouco mais (culturalmente falando). Assisti muitos filmes, fui a muitos shows, mas confesso…não li muito. Vou falar um pouquinho mais sobre os destaques desse ano (na minha humilde opinião):

Melhor filme: O Grande Gatsby

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A terceira versão cinematográfica da obra escrita pelo americano F. Scott Fitzgerald me cativou, pela sensibilidade dos personagens e a fotografia belíssima. Gostei tanto que li o livro depois, e o encantamento só aumentou. Gatsby é um homem solitário e sonhador, que tem como único objetivo conquistar a amada Daisy. Sua história é narrada pelo primo da garota e seu melhor amigo, Nick. É o tipo de história que nos faz refletir sobre a simplicidade e a grandeza de alguns sentimentos, e como o mundo pode ser cruel ás vezes, mesmo com as pessoas que não são cruéis com o mundo. Outros destaques desse ano para mim foram: Rush, no limite da Emoção e Gravidade.

Melhor livro: Extraordinário

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Um dos critérios que geralmente usamos para definir um bom livro é a velocidade com que terminamos a leitura. Me lembro que li “Extraordinário” (R.J Palacio) em menos de uma semana (320 páginas). A história de August (Auggie, para os íntimos) me emocionou, por tratar-se da visão de um garoto sobre algo que todos nós já passamos um dia: o Bullying. Ele é portador de uma doença genética, que causou uma deformação em seu rosto. Ao ser obrigado a frequentar a escola, ele passa por todo o tipo de humilhação, mas sem perder o bom humor e a consciência de que, apesar de tudo, ele era um menino como outro qualquer. Destaco também “Um dia” (David Nicholls) e “Ouro” (Chris Cleave).

Melhor show: Iron Maiden

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O show mais esperado do ano (por mim) não decepcionou. Set list perfeito, muita energia no palco…o Iron Maiden arrebentou.
Apesar da banda praticamente “bater cartão” no Brasil todo ano, o público fiel marcou presença e curtiu muito. Não me canso de dizer…2013 foi O ANO para quem curti o bom e velho classic rock em terras tupiniquins. Destaques também para o Whitesnake e Bon Jovi.

Feliz Natal e obrigada!

Olhando os textos antigos do blog, acabei lembrando que no dia 18/12 esse humilde espaço completou 2 anos!! 🙂
Parece que foi ontem que resolvi me arriscar no wordpress, e aparentemente deu certo! rs. Gostaria de agradecer a todos os leitores e aos amigos blogueiros que sempre comentam! Aproveito também para deixar um Feliz Natal, e desejar que vocês aproveitem a data não apenas para comer, postar fotos no facebook ou se preocupar em dar e receber presentes, e sim para refletir um pouco sobre como vocês andam lidando com as pessoas ou com vocês mesmos.

Beijos e obrigada!!!! 🙂 🙂

Breaking Bad – Só precisamos de uma desculpa

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Jesse Pinkman e Walter White – a dupla de Breaking Bad

Depois de um longo mês sem aparecer por aqui, hoje estou de volta para falar um pouco sobre o meu novo vício: a série Breaking Bad. Vencedora do Emmy de melhor série dramática de 2013, a produção exibiu seu último episódio no dia 29/9, depois de 5 temporadas de muito sucesso.

Breaking Bad conta a história de Walter White (Bryan Cranston), um professor de química de meia idade, frustrado com as suas poucas conquistas e estilo de vida modesto. Tem um filho adolescente, Walter Jr (RJ Mitte), portador de paralisia cerebral, e é casado com Skyler (Anna Gunn), que espera o segundo filho do casal.

Depois de passar mal no trabalho, Walter descobre que tem câncer no pulmão, e está em fase terminal. Preocupado com sua situação financeira e disposto a deixar um bom dinheiro para sua família, ele se une a seu ex aluno, Jesse Pinkman (Aaron Paul), um traficante da cidade, para produzir e vender metanfetamina.

Brilhante químico, Walter produz a melhor metanfetamina da região, e torna-se um famoso nome no tráfico (usando o codinome Heisenberg). Ele também se envolve no mundo do crime, lutando para manter sua vida em família intocável.

É uma série forte, que mostra todo o submundo do tráfico de drogas. As cenas de morte são sempre carregadas de crueldade e frieza. Os poucos momentos de humor são protagonizados por Jesse, que apesar de estar envolvido no mundo do crime ainda é inexperiente e atrapalhado em alguns momentos. Sua relação com Walter é conturbada, mas no fundo ambos se preocupam e tentar salvar um ao outro, nem sempre agindo da melhor maneira.

Sem dúvida, o personagem mais emblemático da série é Walter, e observar sua história traz várias reflexões. A impressão que eu tenho é que, na verdade, o câncer foi apenas a desculpa que o professor precisava para sair daquela vidinha pacata e fazer algo grande em sua vida. Isso fica claro em várias cenas em que Walter parece se orgulhar de ter se tornado um criminoso, já que isso trouxe a fama e a auto afirmação que ele sempre buscou. Ele não precisava fazer esse “sacrifício” por sua família, existiam várias outras alternativas para essa situação…de onde ele tirou Heisenberg? Será que ele sempre esteve lá? Será que todo mundo tem um outro “eu” dentro de si, só esperando uma desculpa para sair? Bom, voltando à série…

Jesse também tem seus grandes momentos, mostrando a sensibilidade de um jovem que poderia ter tido uma vida totalmente diferente, mas que fez uma escolha errada e não consegue se livrar dela.

Vale lembrar que eu ainda estou na terceira temporada, então algumas das minhas impressões podem mudar até o final. E para finalizar, a boa notícia da semana: A série será exibida pela Record em 2014, no lugar de CSI! Confiram a chamada (bem criativa, por sinal) e corram para conhecer Breaking Bad.