Filme “Her” expõe solidão rodeada pela tecnologia

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Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional Samantha (Scarlett Johansson): um casal dos tempos modernos?

O avanço da tecnologia trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, facilitando muito o dia a dia com aparelhos “mágicos” que cabem na palma da mão.

Junto com as redes sociais, esses dispositivos tecnológicos causam em algumas pessoas uma sensação quase que hipnótica, já que interagir com alguém fica muito mais fácil e rápido. E essa “hipnose” é tão profunda em alguns casos, elas se esquecem de que também é possível se relacionar na vida real.

Essa relação entre o homem e a tecnologia é o tema principal do filme “Her”, dirigido por Spike Jonze.

Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que está em processo de divórcio e não consegue assinar os papéis. Ele adquire um novo sistema operacional para seu computador, que entre outras vantagens possui a voz da Scarlett Johansson. O SO (que se auto denomina Samantha), é tão dotado de inteligência e sensibilidade que Theodore se apaixona por ele (ela).

É aí que começa uma linda história de amor, com todas as situações bizarras que se pode imaginar de uma relação entre um homem e um sistema operacional (inclusive com sexo).

Com certeza, “Her” entrou para a minha lista de filmes favoritos. Theodore, apesar da falta de habilidade em lidar com relacionamentos reais, é um personagem adorável (metade homem, metade mulher, como seu colega de trabalho comenta em uma parte do filme).

Samantha, apesar de um sistema operacional, possui mais sentimentos do que muitas pessoas que eu conheço. E foi esse o ponto que me tocou no filme:  Na minha opinião, as pessoas estão cada vez menos “gente”, e cada vez mais “máquinas”. E isso é muito triste. O filme não deixa de ser uma crítica de como deixamos de lado os relacionamentos “humanos”, com seus defeitos e problemas, para nos dedicarmos a relacionamentos virtuais, perfeitos e nem tão exigentes.

Sentar, conversar…simplesmente pergunta para alguém “O que você pensa sobre isso?” são coisas tão simples, mas que parecem cada vez mais raras. Por quê? Como diria a saudosa Cássia Eller, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou”.

Mas voltando ao filme, “Her” está concorrendo ao Oscar em 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Design de Produção, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original e Melhor Roteiro Original.

Sem dúvida, eu colocaria aí também a indicação como melhor ator para Joaquin Phoenix. Em grande parte da história, ele contracena “sozinho”, e suas expressões (sempre em close) trazem grande brilho ao filme.

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Para refletir um pouco mais sobre a relação entre o homem e a máquina, recomendo essa reportagem do IG, que convidou o cientista-chefe do laboratório de pesquisas da IBM no Brasil, Fabio Gandour, para analisar o filme:

É melhor que inteligência artificial não seja tão humana, diz cientista da IBM

Confiram o trailer e corram para o cinema!

Lado B dos Contos de Fadas é retratado na série “Once Upon a Time”

Quem nunca ouviu falar de Branca de Neve e os Sete Anões, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Pinóquio e outros personagens de contos de fada? É difícil conhecer alguém que não cresceu ouvindo essas histórias

Contadas através de gerações, elas estão gravadas em nossas mentes, e todo mundo conhece exatamente o começo, meio e fim dessas lendas.

Será?

A série norte americana “Once Upon a Time” traz uma visão diferente dos personagens que todos nós (achamos que) conhecemos.

Graças a um feitiço da Rainha Má (Lana Parrilla) todos os personagens de contos de fadas são transportados para o “mundo real”, mais especificamente para a cidade de Storybrooke, sem recordarem de seu passado. Ninguém escapou dessa maldição, exceto a filha da Branca de Neve, Emma Swan (Jennifer Morrison). É ela que tem a missão de quebrar esse feitiço, e com a ajuda de seu filho Henry (Jared S. Gilmore), luta para que os personagens recuperem a memória e suas vidas no mundo encantado.

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A doce professora Mary (Ginnifer Goodwin) não se recorda que na verdade é a princesa Branca de Neve
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A Rainha Má Regina (Lana Parrilla) continua fazendo suas maldades no mundo real, disfarçada de prefeita da cidade de Storybrooke
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Emma Swan (Jennifer Morrison), a esperança dos contos de fadas

Ok, parece uma grande bobagem, mas o grande diferencial de “Once Upon a Time” é mostrar uma espécie de “lado B” de tudo que conhecemos sobre os contos de fadas. E isso é feito de forma muito inteligente, misturando fantasia com dramas típicos do mundo real. Cada episódio aborda o passado e o presente de um personagem, mostrando que suas histórias estão mais interligadas do que podíamos imaginar.

A série está na 3ª temporada no EUA, e a 1ª temporada é exibida atualmente pela Record.

Deixo com vocês um pequeno resumo dessa história. Para quem curte contos de fadas (assim como eu), é imperdível!