A vida não é justa – Andréa Pachá

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Relacionamentos afetivos são extremamente complexos, isso é fato. E diferente do que vemos nos filmes e novelas, o “felizes para sempre” está mais para exceção do que para regra. O livro “A vida não é justa”, escrito pela juíza da Vara de Família, Andréa Pachá, retrata algumas histórias de divórcios e outros processos jurídicos presenciados por ela durante 15 anos.

Andréa possui uma linguagem muito simples e sensível ao relembrar os casos que passaram por sua sala durante todo esse período. Uma separação é sempre muito dolorosa, seja para o casal ou para os familiares, e o momento de resolver todas as pendências judicialmente é aquele em que um ciclo se rompe definitivamente, nem sempre pela vontade dos dois.

Os motivos que levaram os casais até aquele momento são os diversos: traição, falta de comunicação, imaturidade…a juíza transforma esses dramas da vida real em belas crônicas, e algumas histórias são tão surreais que até esquecemos que estamos lendo uma obra totalmente baseada em fatos reais. No capítulo “Pais e Filhos”, Andréa destaca os processos de reconhecimento de paternidade, lembrando como a vida dos filhos é afetada pelas decisões, brigas e imaturidade dos pais.

Para o leitor não ficar desiludido com os relacionamentos, a juíza encerra o livro com o capítulo “Recomeços”, em que ela conta alguns casos em que os casais deram mais uma chance ao amor, desistindo do processo de divórcio.

Algumas histórias chocam, outras divertem e muitas surpreendem. E apesar da nossa vontade de sempre apontar um culpado, alguns casos não permitem isso….pois só existem vítimas. Preciso citar a história que mais me tocou:

Bruno e Camila, casados há 23 anos, passaram por um momento de doença muito difícil de Bruno. Camila se dedicou dia e noite para cuidar dele, e contou com a ajuda de um amigo do marido, muito próximo e querido. Depois que Bruno se curou da doença, a surpresa: ele se apaixonou pelo amigo e resolveu ir morar com ele. Pois é, isso é a vida real!

Além de juíza, Andréa também trabalhou como roteirista, e foi aí que surgiu a ideia de fazer o livro. Os direitos da obra foram comprados pela Globo, que tem em contrato até dois anos para levar uma adaptação ao ar. “A vida não é justa” também vai virar peça de teatro, pelas mãos da jornalista Bianca Ramoneda, ainda sem data para estrear.

Confesso que no começo achei o título do livro muito clichê. Mais depois, refleti um pouco e mudei de ideia. Afinal, sempre que alguma coisa não sai como esperamos, qual é a primeira frase que vem na nossa cabeça?

Sim, a vida não é justa.

2 comentários sobre “A vida não é justa – Andréa Pachá

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