Mad Men: Uma viagem aos anos 60

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A publicidade é algo presente na vida de todos nós, muito mais do que imaginamos. Somos influenciados o tempo todo, através desse trabalho quem vem evoluindo ao longo dos anos.

Mas, será que a publicidade sempre foi assim? O que pensavam os publicitários das décadas passadas? Quais eram suas estratégias para alcançar os consumidores? A série Mad Men, grande sucesso da HBO, responde essas e outras perguntas.

A história gira em torno de Don Draper (Jon Hamm), um publicitário charmoso e muito talentoso, diretor de criação da agência Sterling Cooper. Aparentemente, ele possui a vida perfeita, com uma carreira de sucesso e uma família linda. Porém, Don esconde muitos segredos. Ele é aquele tipo de personagem que amamos e odiamos ao mesmo tempo.

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Don Draper * Pausa para o suspiro

Sua esposa, Beth (January Jones), é a dona de casa exemplar, mas no fundo esconde uma certa infelicidade que começa a ser explorada na primeira temporada, revelando-se uma mulher cheia de conflitos.

A série também retrata todo o machismo que existia na década de 60. As mulheres eram criadas apenas para pensar em casamento, era vistas como limitadas e incapazes de competir no mercado de trabalho com os homens. Na Sterling Cooper, não existia espaço nenhum para as mulheres. Isso até a chegada da nova secretária de Don, Peggy Olson (Elisabeth Moss), uma jovem ingênua, mas com planos muito mais ambiciosos do que arrumar um marido.

Peggy Olson (Elisabeth Moss)
Peggy Olson

A caracterização dos personagens é incrível, é como se realmente fizéssemos uma viagem aos anos 60. Mas isso não seria o suficiente para fazer a série um sucesso, se não fosse o roteiro tão bem trabalhado e os conflitos que fogem do óbvio. Lendo algumas reportagens, li uma frase que não me lembro agora de quem é, mas resume bem o que quero dizer: Mad Men é uma série para adultos. E não é por conta das cenas de sexo (que nem são muitas e nem tão explicitas), mas porque trata o telespectador como adulto, com uma história inteligente e coerente. E, se estamos falando de anos 60, é claro que a trilha sonora é sensacional!

Estou acompanhando a 3ª temporada, mas atualmente a série está na 7ª e última temporada, com final previsto para 2015. Estou correndo para assistir todas as temporadas, corram também e não deixem de assistir!

“Boyhood” mostra a força do tempo através da juventude

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Já imaginou se você pudesse sentar em uma sala de cinema e acompanhar seu crescimento (ou envelhecimento) durante os últimos 12 anos?

Essa foi a experiência única que o elenco de “Booyhood”, do diretor Richard Linklater, viveu ao acompanhar as 2 horas e 40 minutos dessa história tão simples e ao mesmo marcante.

O filme conta a história do garoto Mason (Ellar Coltrane), um menino de 6 anos que mora com a mãe, Olivia (Patricia Arquette) e a irmã Samantha (Lorelei Linklater). Mesmo não morando com o pai, Charlie (Ethan Hawke), a relação das crianças com ele é muito próxima.

Basicamente, não acontece nada demais em “Booyhood”. É só uma família com seus altos e baixos, erros e acertos, brigas, momento tristes, alegres…enfim, não esperem uma grande história. Mas, de forma alguma isso tira o brilho do filme. Aliás, é justamente o fato de ser uma história tão simples que causa a identificação logo de cara.

Apesar de Mason ser o personagem principal, e de acompanharmos de forma mais próxima sua infância e juventude, é muito interessante observar também o “crescimento” dos seus pais. Me peguei muito mais pensando no que se passava na cabeça de Olivia ao ver Mason sair de casa, do que nas descobertas da adolescência do rapaz. Talvez, por já ter passado por essa fase, ela não me instigou tanto como essas emoções que eu ainda desconheço.

Outro ponto de destaque são as mudanças físicas dos atores. E é aí que está o grande barato do filme: Esfregar na nossa cara como o tempo passa…e passa rápido, e a gente não se dá conta. Parece muito óbvio mas, vocês sabem…nós não percebemos isso com frequência. E ver essas pessoas envelhecendo nos faz lembrar que isso está acontecendo com a gente…e agora.

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Três fases de Mason

E, para encerrar, não posso deixar de parabenizar a iniciativa do diretor Richard Linklater. Não deve ter sido nada fácil realizar esse projeto durante todo esse tempo. Que essa ousadia traga muito prêmios e reconhecimento para essa grande obra, que já ficou marcada na história do cinema.