Por onde anda o bom e velho rock’n’roll?

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Tommy Ramone

Amanhã, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. Há alguns dias, já estava pensando em dedicar um post sobre o assunto, e infelizmente hoje os roqueiros receberam uma notícia que entristeceu a data. Tommy Ramone, baterista da banda Ramones, faleceu ontem (11) aos 62 anos, vítima de câncer. O músico era o único membro vivo da formação original do grupo.

Nunca fui fã de Ramones, mas quem curte minimamente rock com certeza já cantou algum dia o refrão “hey ho let’s go”. É um clássico, uma frase que marcou e vai continuar marcando gerações de roqueiros. É difícil ler essa notícia e não pensar que bandas como Ramones dificilmente vão surgir novamente.

E é aí que eu me pergunto: Por onde anda o bom e velho rock’n’roll? Confesso que minhas bandas preferidas surgiram antes dos anos 2000, mas procuro conhecer bandas novas e está bem difícil achar alguma que valha a pena acompanhar. Acredito que andam confundindo muito POP ROCK com ROCK’N’ROLL.

Por exemplo, ouvi falar muito da banda Imagine Dragons. Mas quando escutei o som dos caras…tipo…isso não é rock pra mim. Não estou dizendo que a banda é ruim, apenas que não pode ser considerada uma nova geração do estilo.

E as bandas nacionais, então? Não tenho visto nada que tenha energia, boas guitarras, letras….tudo pra mim fica beirando aquele pop rock “ok” (ás vezes). Na verdade gostaria de fazer um apelo: Me apresentem bandas novas de rock , por favor! Como diria Narcisa, “ai que tédio, que falta de humor, que falta de criatividade”! Quero solos que me façam viajar, vontade de balançar a cabeça sozinha enquanto estou no metrô…colocar o fone de ouvido e esquecer da vida, entendem?

Só pra vocês não pensarem “Que menina chata, não gosta de nada”, vou deixar aqui uma banda nova que eu estou curtindo muito, chamada The Winery Dogs. Ela é formada pelo baixista Billy Sheehan (Mr. Big, Talas, David Lee Roth) o baterista Mike Portnoy (Dream Theater, Avenged Sevenfold) e o vocalista e guitarrista Richie Kotzen (Mr. Big, Poison). São três músicos com anos de carreira em bandas conceituadas, que resolveram se unir e criar um som de primeira qualidade. Já falei um pouco sobre o Richie Kotzen em outro post aqui do blog.

Roqueiros ou não, aproveitem a data ouvindo boa música! E vida longa ao Rock’n’Roll! \o/

A vida não é justa – Andréa Pachá

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Relacionamentos afetivos são extremamente complexos, isso é fato. E diferente do que vemos nos filmes e novelas, o “felizes para sempre” está mais para exceção do que para regra. O livro “A vida não é justa”, escrito pela juíza da Vara de Família, Andréa Pachá, retrata algumas histórias de divórcios e outros processos jurídicos presenciados por ela durante 15 anos.

Andréa possui uma linguagem muito simples e sensível ao relembrar os casos que passaram por sua sala durante todo esse período. Uma separação é sempre muito dolorosa, seja para o casal ou para os familiares, e o momento de resolver todas as pendências judicialmente é aquele em que um ciclo se rompe definitivamente, nem sempre pela vontade dos dois.

Os motivos que levaram os casais até aquele momento são os diversos: traição, falta de comunicação, imaturidade…a juíza transforma esses dramas da vida real em belas crônicas, e algumas histórias são tão surreais que até esquecemos que estamos lendo uma obra totalmente baseada em fatos reais. No capítulo “Pais e Filhos”, Andréa destaca os processos de reconhecimento de paternidade, lembrando como a vida dos filhos é afetada pelas decisões, brigas e imaturidade dos pais.

Para o leitor não ficar desiludido com os relacionamentos, a juíza encerra o livro com o capítulo “Recomeços”, em que ela conta alguns casos em que os casais deram mais uma chance ao amor, desistindo do processo de divórcio.

Algumas histórias chocam, outras divertem e muitas surpreendem. E apesar da nossa vontade de sempre apontar um culpado, alguns casos não permitem isso….pois só existem vítimas. Preciso citar a história que mais me tocou:

Bruno e Camila, casados há 23 anos, passaram por um momento de doença muito difícil de Bruno. Camila se dedicou dia e noite para cuidar dele, e contou com a ajuda de um amigo do marido, muito próximo e querido. Depois que Bruno se curou da doença, a surpresa: ele se apaixonou pelo amigo e resolveu ir morar com ele. Pois é, isso é a vida real!

Além de juíza, Andréa também trabalhou como roteirista, e foi aí que surgiu a ideia de fazer o livro. Os direitos da obra foram comprados pela Globo, que tem em contrato até dois anos para levar uma adaptação ao ar. “A vida não é justa” também vai virar peça de teatro, pelas mãos da jornalista Bianca Ramoneda, ainda sem data para estrear.

Confesso que no começo achei o título do livro muito clichê. Mais depois, refleti um pouco e mudei de ideia. Afinal, sempre que alguma coisa não sai como esperamos, qual é a primeira frase que vem na nossa cabeça?

Sim, a vida não é justa.

Joga pedra na Geni: Quando você não gosta de Chico Buarque

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Antes de mais nada: eu gosto de Chico Buarque sim!!!!

O título foi só uma brincadeira para falar sobre uma situação que acontece frequentemente comigo, acredito que com alguns de vocês também: quando a gente não suporta um cantor (a) que todo mundo ama.

E aqui não incluo aqueles artistas populares como Ivete Sangalo, Latino, Lepo Lepo e afins, que são massacrados frequentemente pelos críticos musicais. Estou falando dos artistas “cult” mesmo, que são considerados a nata da música brasileira.

Vamos começar o momento desabafo: Acho a Maria Rita uma das cantoras mais chatas do Brasil!!! Não vejo nada demais na voz dela, e as músicas dela não me fazem ter vontade de mexer nenhuma parte do corpo (a não ser a boca, para bocejar). Será que se ela não fosse filha da Elis Regina, ela estaria onde está hoje? Duvido muito.

Outro exemplo: Tulipa Ruiz. Todo mundo adora a Tulipa Ruiz, mas quando eu escuto as músicas dela não sinto energia, criatividade, ousadia…esforço para ter feito aquela canção. A menina no barzinho que eu fui ontem canta melhor que ela (Ale Chris).

E para encerrar: Zeca Baleiro. Tudo bem, até gosto de músicas bregas e sem sentido (“Se eu digo venha, você traz a lenha, pro meu fogo acender”), mas cadê a voz? Não consigo entender como alguém consegue ouvir ele cantando duas músicas seguidas.

E vamos ficar só nas nacionais para eu não ser linchada.

Tenho certeza que alguns devem estar me odiando nesse momento, mas entendo perfeitamente. E também vou continuar olhando torto para quem critica meus cantores preferidos. Só quis destacar mais uma vez como essa questão de gosto musical é tão complexa e pessoal. Sabe aquele ditado “Futebol, religião e política não se discutem”? Alguém deveria incluir a palavra “música” nessa frase.

Agora, minha humilde opinião: Da mesma forma como pegam um monte de artistas populares, jogam em um saco e dizem “tudo isso é ruim”, sinto que fazem a mesma coisa com alguns cantores de MPB, mas no caso dizendo que todos são bons. E quem não concorda é o ignorante, que tem mal gosto, que não entende nada de música e etc. Ninguém é unanimidade nessa vida, se nem Jesus agradou a todos, porque a Maria Rita vai agradar?

Vale lembrar que com o passar dos anos, eu me tornei mais aberta para conhecer novos sons. Portanto, esses três exemplos que eu citei são de artistas que eu realmente ouvi e tentei curtir, mas não consegui. É sempre bom conhecer antes de criticar, e nada impede que um dia eu comece a gostar deles…acredito que o amadurecimento e acontecimentos da nossa vida também influenciam muito no gosto musical.

E já que usei uma música do Chico Buarque como título do post, deixo aqui esse clássico e minha singela homenagem pelos 70 anos do cantor, completados ontem (19).

E, por favor… não joguem pedra na Talita! rs.

 

Abertura da Copa do Mundo no Brasil: #VergonhaAlheia

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Festa das nações do primário ou abertura da Copa do Mundo?

Não sou o tipo de pessoa que ama a seleção brasileira e a Copa do Mundo, mas confesso que estava esperando ansiosa a cerimônia de abertura do evento. Não podemos negar: o Brasil é um país rico em música, dança, arte… e acreditava que todas essas qualidades seriam mostradas para o mundo.

Dei um pulo no Itaquerão para acompanhar de perto o movimento e voltei correndo para casa, pois não queria perder nenhum minuto da festa. E aí…levei (ou melhor, levamos) um balde de água fria.

Que porcaria foi aquela? Cobriram o gramado com um pano bege!!! O cenário estava ruim, as roupas e coreografias extremamente simples, e o que dizer da música?

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Sem comentários

Vou repetir o que algumas pessoas comentaram no twitter: foi uma vergonha o país do carnaval fazer um “espetáculo” daquele. Onde estavam o samba, baião, MPB?? Que tivessem deixado o Olodum tocando a cerimônia toda, mas dublagem que esses três fizeram de uma música EM INGLÊS foi um desastre…vergonha alheia total.

E sabem quanto custou essa “belissíma” cerimônia? 18 MILHÕES!

É por essa e outras que eu faço parte do time do contra, infelizmente não consigo aceitar que nosso dinheiro seja utilizado tão mal e porcamente até para fazer uma festa, que é o que o brasileiro sabe fazer.

Mas enfim, deixo aqui esse clássico de Luiz Gonzaga, para lembramos que somos muito mais do que mostraram para o mundo hoje. Viva a cultura brasileira!

A culpa é das estrelas – John Green

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Me dá até um pouco de vergonha alheia de mim mesma aparecer por aqui depois de quase um mês sem postar, infelizmente não estou conseguindo manter um boa frequência de textos :/.

Mas nunca é tarde para retomar as atividades, ainda mais quando é para falar sobre um livro tão especial como a  “A culpa é das estrelas”, de John Green. Confesso que tive muita resistência para conhecer essa história, pois já sabia sobre o que se tratava e o assunto não me agradava nem um pouco. Porém, após terminar o livro, me dei conta que tratava-se simplesmente de uma das mais belas histórias de amor que já pude conhecer.

“A culpa é das estrelas” é narrado por Hazel, uma jovem de 16 anos com uma doença que infelizmente atinge cada vez mais pessoas: o câncer. Mesmo com as limitações do tratamento e a certeza de que dificilmente será curada, Hazel tem uma visão da vida muito realista. Não temos uma personagem depressiva (como a maioria dos leitores podem imaginar em um primeiro momento), e sim uma jovem que aprendeu que a morte pode chegar a qualquer momento e continua a sua vida mesmo assim.

Hazel frequenta um grupo de ajuda de pacientes com câncer, e é lá que ela conhece Augustus, um jovem que também enfrentou a doença e que encerrou seu tratamento. O rapaz pode ser definido em uma palavra: apaixonante.

E é aí que começa essa linda história de amor.

Uma das coisas que mais impressionam é a maturidade dos dois ao lidar com a doença. O medo está lá, como em qualquer outro relacionamento…mas ele é real, palpável…e muito assustador. Mas Hazel e Augustus não se deixam vencer em momento algum, e vivem cada dia como se fosse o último. E não é isso que todos nós deveríamos fazer?

Esse é o primeiro livro do Jonh Green que eu li, mas com certeza ele já conquistou mais uma leitora. Acredito que foi a primeira vez que “devorei” uma obra de quase 300 páginas em 1 DIA. Sim, o cara é bom.

Amanhã a história estreia nos cinemas, e é CLARO que eu vou assistir. Dito isso, só tenho uma pergunta a fazer: Alguém pode providenciar os lencinhos, por favor?

O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro

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Ele voltou!! Estreou no dia 1º de maio a sequência do filme “O Espetacular Homem Aranha”, que traz novamente Andrew Garfield (lindo) no papel de Peter Park, lutando dessa vez contra o vilão Electro (Jamie Foxx).

Peter continua dividindo seu tempo entre combater o crime na cidade e seu relacionamento com Gwen Stacy (Emma Stone). Mas a situação para ele não é fácil, já que sua segunda identidade coloca em risco a segurança de sua amada. Além disso, as dúvidas sobre os motivos que levarem seu pai a abandoná-lo na infância continuam pertubando sua cabeça.

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Peter e Gwen, casal fofo!

Outro personagem importante que conhecemos na história é Harry Osborn (Dane DeHaan), que assume a presidência do grupo Oscorp após a morte de seu pai, Norman Osborn. Harry e Peter se conheceram na infância, quando seus pais foram parceiros em uma (misteriosa) pesquisa.

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Peter e Harry

Assim como no primeiro filme, Peter Park continua um personagem adorável, engraçado e muito romântico. Não conheço muito sobre a história original dos gibis, mas a imagem que fica do “Homem Aranha” dos filmes é que Peter é um jovem como qualquer um, que gosta de ouvir música, falar besteira com os amigos e namorar. Ele é pobre e tem seus conflitos familiares, assim como a maioria dos caras que conhecemos por aí. Isso torna o “Homem Aranha” um super herói “humanizado”, e essa é uma das grandes vantagens da história para mim.

As cenas de ação conseguiram superar o primeiro filme, teve momentos que senti que estava esquecendo de respirar! rs (Isso porque nem vi em 3D). As sequências em que o herói pula de prédio em prédio chegam a causar tontura, tamanha a perfeição das imagens. Um recurso legal que foi muito bem utilizado é o bullet-time (aquele famoso efeito do filme “Matrix”, em que o personagem Neo desvia de um tiro se inclinando para trás).

O filme termina com um gancho super óbvio, então com certeza podemos esperar a 3ª parte! Por enquanto, confiram o trailer e não deixem de assistir!

Não quero saber: abaixo o spoiler!

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Com os feriados que tivemos nas últimas semanas, aproveitei para começar a assistir uma série que parece ser a nova coqueluche do momento (gíria nova): Game of Thrones. A produção já está na 4ª temporada, e por enquanto estou gostando bastante. Mas o texto de hoje não é sobre a série, e sim sobre algo que está me irritando muito ultimamente: Os malditos spoilers.

Definição do Wikipédia:

“O termo (spoiler) se refere a qualquer fragmento de uma fala, texto, imagem ou vídeo que se encarregue de fazer revelações de fatos importantes, ou mesmo, do próprio desfecho da trama de obras tais como filmes, séries, desenhos animados, animações, conteúdo televisivo, livros e videogames (…) que, na maioria das vezes, prejudicam ou arruínam a apreciação de tais obras pela primeira vez”.

Sim, eu já sei várias coisas que vão acontecer em Game of Thrones, e isso com certeza tira um pouco a expectativa de acompanhar a série. Aí vocês me falam “ah, mas você é burra, é só não ler o que publicam sobre a história”.

Eu não sigo nenhuma página no facebook e nenhum perfil do twitter que falam sobre Game of Thrones. Tudo o que li foram textos que, na minha inocência, apenas apresentavam a série. Mas quando eu menos esperava, estava lá, a maldita informação que eu não queria saber.

Sem contar algumas pessoas da minha TL do Twitter, que sempre se empolgam um pouco mais nos comentários. Sei que nas redes sociais alguma coisa sempre acaba escapando, eu mesma posso ter falado algum spoiler algum dia sem perceber (apesar de me policiar bastante), mas fico com muita raiva quando publicam textos na internet sem ao menos avisar no começo que ele contém esse tipo de informação.

Aqui no blog já escrevi vários textos sobre filmes, séries e livros, e tento sempre focar no que eu senti ao assistir ou ler uma história, e não contar tudo o que aconteceu. Na única vez que fiz isso (em um post sobre o livro “Cinquenta tons de cinza”), avisei antes.

Queridos leitores, por favor, se vocês encontrarem um spoiler nesse blog…briguem com essa blogueira que vos escreve rs.

Sei que algumas pessoas não se incomodam, e até gostam de saber o que vai acontecer na história, mas acho que vale utilizar o bom senso na hora de comentar com alguém sobre o que você achou sobre aquele filme, série ou livro.

Dito isso, deixo aqui meu último apelo: Não quero mais saber quem morreu ou quem viveu em Game of Thrones!!!!!