Jason Becker e o desafio do gelo

Jason_Becker_Promo_VI_by_PanzerLeo
Jason Becker

Como vocês devem ter acompanhado nas últimas semanas, vários artistas nacionais e internacionais estão participando do Ice Bucket Challenge (ou desafio do gelo), com o objetivo de arrecadar doações para instituições de combate à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Encheu o saco todos esses vídeos? Sim, ainda mais quando percebemos que a intenção de alguns participantes foi muito mais aparecer do que realmente doar e refletir sobre a causa. Mas, essa semana, foi divulgado um vídeo que merece ser comentado: o desafio do gelo do guitarrista Jason Becker.

Ele tem uma história fantástica, que eu vou tentar resumir rapidamente para vocês. Aos 16 anos, Jason já demonstrava um talento diferenciado para a guitarra, chamando a atenção pela técnica e virtuosismo. Aos 18, ao lado do parceiro Marty Friedman, ele montou a banda Cacophony e gravou dois discos (Speed Metal Symphony, em 1987, e Go Off!, em 1988), além de um trabalho solo Perpetual Burn, também em 88. Esses trabalhos colocaram Jason em evidência no mundo do heavy metal e hard rock, tornando o jovem uma grande promessa da música. Aos 20 anos, o guitarrista foi convidado para tocar na banda do ex vocalista do grupo Van Halen, David Lee Roth, e gravou o disco A Little Ain’t Enough (considerado o melhor álbum da carreira solo de David). Tudo caminhava para que ele fosse considerado dentro dos próximos anos um dos melhores guitarristas de todos os tempos, até que o jovem começou a sentir um enfraquecimento na perna esquerda….foi quando a Esclerose Lateral Amiotrófica foi diagnosticada :(.

Os médicos deram 5 anos de vida para Jason após o diagnóstico da ELA, mas há 25 anos o músico convive com a doença. Hoje, aos 45 anos, ele só consegue mover os olhos e alguns músculos da face, porém, seu cérebro continua funcionando perfeitamente. Através de um sistema desenvolvido por seu próprio pai, que dividiu as letras do alfabeto em grupos de quatro em uma tela, Jason direciona seus olhos e consegue formar palavras. E sabem o que é mais sensacional? Através desse sistema e de um outro programa desenvolvido por um amigo, ele consegue compor músicas!

Em 2013, foi lançado o documentário Jason Becker: Not Dead Yet que conta toda a sua história. Se vocês querem entender um pouco mais sobre a ELA e sobre a incrível história de superação desse cara, assistam pelo menos esse trailer. É emocionante (confesso que meus olhos ficaram marejados).

E, por fim, o desafio do gelo mais emocionante para mim. Jason Becker, um exemplo de vida!

Por onde anda o bom e velho rock’n’roll?

20130128_tommy_ramone_91
Tommy Ramone

Amanhã, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. Há alguns dias, já estava pensando em dedicar um post sobre o assunto, e infelizmente hoje os roqueiros receberam uma notícia que entristeceu a data. Tommy Ramone, baterista da banda Ramones, faleceu ontem (11) aos 62 anos, vítima de câncer. O músico era o único membro vivo da formação original do grupo.

Nunca fui fã de Ramones, mas quem curte minimamente rock com certeza já cantou algum dia o refrão “hey ho let’s go”. É um clássico, uma frase que marcou e vai continuar marcando gerações de roqueiros. É difícil ler essa notícia e não pensar que bandas como Ramones dificilmente vão surgir novamente.

E é aí que eu me pergunto: Por onde anda o bom e velho rock’n’roll? Confesso que minhas bandas preferidas surgiram antes dos anos 2000, mas procuro conhecer bandas novas e está bem difícil achar alguma que valha a pena acompanhar. Acredito que andam confundindo muito POP ROCK com ROCK’N’ROLL.

Por exemplo, ouvi falar muito da banda Imagine Dragons. Mas quando escutei o som dos caras…tipo…isso não é rock pra mim. Não estou dizendo que a banda é ruim, apenas que não pode ser considerada uma nova geração do estilo.

E as bandas nacionais, então? Não tenho visto nada que tenha energia, boas guitarras, letras….tudo pra mim fica beirando aquele pop rock “ok” (ás vezes). Na verdade gostaria de fazer um apelo: Me apresentem bandas novas de rock , por favor! Como diria Narcisa, “ai que tédio, que falta de humor, que falta de criatividade”! Quero solos que me façam viajar, vontade de balançar a cabeça sozinha enquanto estou no metrô…colocar o fone de ouvido e esquecer da vida, entendem?

Só pra vocês não pensarem “Que menina chata, não gosta de nada”, vou deixar aqui uma banda nova que eu estou curtindo muito, chamada The Winery Dogs. Ela é formada pelo baixista Billy Sheehan (Mr. Big, Talas, David Lee Roth) o baterista Mike Portnoy (Dream Theater, Avenged Sevenfold) e o vocalista e guitarrista Richie Kotzen (Mr. Big, Poison). São três músicos com anos de carreira em bandas conceituadas, que resolveram se unir e criar um som de primeira qualidade. Já falei um pouco sobre o Richie Kotzen em outro post aqui do blog.

Roqueiros ou não, aproveitem a data ouvindo boa música! E vida longa ao Rock’n’Roll! \o/

Joga pedra na Geni: Quando você não gosta de Chico Buarque

Vida - Chico Buarque 7

 

Antes de mais nada: eu gosto de Chico Buarque sim!!!!

O título foi só uma brincadeira para falar sobre uma situação que acontece frequentemente comigo, acredito que com alguns de vocês também: quando a gente não suporta um cantor (a) que todo mundo ama.

E aqui não incluo aqueles artistas populares como Ivete Sangalo, Latino, Lepo Lepo e afins, que são massacrados frequentemente pelos críticos musicais. Estou falando dos artistas “cult” mesmo, que são considerados a nata da música brasileira.

Vamos começar o momento desabafo: Acho a Maria Rita uma das cantoras mais chatas do Brasil!!! Não vejo nada demais na voz dela, e as músicas dela não me fazem ter vontade de mexer nenhuma parte do corpo (a não ser a boca, para bocejar). Será que se ela não fosse filha da Elis Regina, ela estaria onde está hoje? Duvido muito.

Outro exemplo: Tulipa Ruiz. Todo mundo adora a Tulipa Ruiz, mas quando eu escuto as músicas dela não sinto energia, criatividade, ousadia…esforço para ter feito aquela canção. A menina no barzinho que eu fui ontem canta melhor que ela (Ale Chris).

E para encerrar: Zeca Baleiro. Tudo bem, até gosto de músicas bregas e sem sentido (“Se eu digo venha, você traz a lenha, pro meu fogo acender”), mas cadê a voz? Não consigo entender como alguém consegue ouvir ele cantando duas músicas seguidas.

E vamos ficar só nas nacionais para eu não ser linchada.

Tenho certeza que alguns devem estar me odiando nesse momento, mas entendo perfeitamente. E também vou continuar olhando torto para quem critica meus cantores preferidos. Só quis destacar mais uma vez como essa questão de gosto musical é tão complexa e pessoal. Sabe aquele ditado “Futebol, religião e política não se discutem”? Alguém deveria incluir a palavra “música” nessa frase.

Agora, minha humilde opinião: Da mesma forma como pegam um monte de artistas populares, jogam em um saco e dizem “tudo isso é ruim”, sinto que fazem a mesma coisa com alguns cantores de MPB, mas no caso dizendo que todos são bons. E quem não concorda é o ignorante, que tem mal gosto, que não entende nada de música e etc. Ninguém é unanimidade nessa vida, se nem Jesus agradou a todos, porque a Maria Rita vai agradar?

Vale lembrar que com o passar dos anos, eu me tornei mais aberta para conhecer novos sons. Portanto, esses três exemplos que eu citei são de artistas que eu realmente ouvi e tentei curtir, mas não consegui. É sempre bom conhecer antes de criticar, e nada impede que um dia eu comece a gostar deles…acredito que o amadurecimento e acontecimentos da nossa vida também influenciam muito no gosto musical.

E já que usei uma música do Chico Buarque como título do post, deixo aqui esse clássico e minha singela homenagem pelos 70 anos do cantor, completados ontem (19).

E, por favor… não joguem pedra na Talita! rs.

 

Abertura da Copa do Mundo no Brasil: #VergonhaAlheia

abertura da copa
Festa das nações do primário ou abertura da Copa do Mundo?

Não sou o tipo de pessoa que ama a seleção brasileira e a Copa do Mundo, mas confesso que estava esperando ansiosa a cerimônia de abertura do evento. Não podemos negar: o Brasil é um país rico em música, dança, arte… e acreditava que todas essas qualidades seriam mostradas para o mundo.

Dei um pulo no Itaquerão para acompanhar de perto o movimento e voltei correndo para casa, pois não queria perder nenhum minuto da festa. E aí…levei (ou melhor, levamos) um balde de água fria.

Que porcaria foi aquela? Cobriram o gramado com um pano bege!!! O cenário estava ruim, as roupas e coreografias extremamente simples, e o que dizer da música?

abertura-copa-20140612-1-size-598
Sem comentários

Vou repetir o que algumas pessoas comentaram no twitter: foi uma vergonha o país do carnaval fazer um “espetáculo” daquele. Onde estavam o samba, baião, MPB?? Que tivessem deixado o Olodum tocando a cerimônia toda, mas dublagem que esses três fizeram de uma música EM INGLÊS foi um desastre…vergonha alheia total.

E sabem quanto custou essa “belissíma” cerimônia? 18 MILHÕES!

É por essa e outras que eu faço parte do time do contra, infelizmente não consigo aceitar que nosso dinheiro seja utilizado tão mal e porcamente até para fazer uma festa, que é o que o brasileiro sabe fazer.

Mas enfim, deixo aqui esse clássico de Luiz Gonzaga, para lembramos que somos muito mais do que mostraram para o mundo hoje. Viva a cultura brasileira!

Retrospectiva – O melhor de 2013

Estava aqui pensando sobre o post dessa semana, e vasculhando os textos do ano passado me lembrei que esse é o momento de fazer a tradicional (SQN) retrospectiva cultural do melhor de 2013 aqui no blog. Depois de 6 anos, 12 meses de cursinho, uma faculdade largada e uma faculdade concluída, finalmente tive um ano em que minha única obrigação na vida foi trabalhar. Assim, tive bastante tempo e um dinheirinho sobrando pra aproveitar um pouco mais (culturalmente falando). Assisti muitos filmes, fui a muitos shows, mas confesso…não li muito. Vou falar um pouquinho mais sobre os destaques desse ano (na minha humilde opinião):

Melhor filme: O Grande Gatsby

O-Grande-Gatsby-2013

A terceira versão cinematográfica da obra escrita pelo americano F. Scott Fitzgerald me cativou, pela sensibilidade dos personagens e a fotografia belíssima. Gostei tanto que li o livro depois, e o encantamento só aumentou. Gatsby é um homem solitário e sonhador, que tem como único objetivo conquistar a amada Daisy. Sua história é narrada pelo primo da garota e seu melhor amigo, Nick. É o tipo de história que nos faz refletir sobre a simplicidade e a grandeza de alguns sentimentos, e como o mundo pode ser cruel ás vezes, mesmo com as pessoas que não são cruéis com o mundo. Outros destaques desse ano para mim foram: Rush, no limite da Emoção e Gravidade.

Melhor livro: Extraordinário

capa_extraordinário_red (1)..........

Um dos critérios que geralmente usamos para definir um bom livro é a velocidade com que terminamos a leitura. Me lembro que li “Extraordinário” (R.J Palacio) em menos de uma semana (320 páginas). A história de August (Auggie, para os íntimos) me emocionou, por tratar-se da visão de um garoto sobre algo que todos nós já passamos um dia: o Bullying. Ele é portador de uma doença genética, que causou uma deformação em seu rosto. Ao ser obrigado a frequentar a escola, ele passa por todo o tipo de humilhação, mas sem perder o bom humor e a consciência de que, apesar de tudo, ele era um menino como outro qualquer. Destaco também “Um dia” (David Nicholls) e “Ouro” (Chris Cleave).

Melhor show: Iron Maiden

1239947_584683011578222_678077013_n

O show mais esperado do ano (por mim) não decepcionou. Set list perfeito, muita energia no palco…o Iron Maiden arrebentou.
Apesar da banda praticamente “bater cartão” no Brasil todo ano, o público fiel marcou presença e curtiu muito. Não me canso de dizer…2013 foi O ANO para quem curti o bom e velho classic rock em terras tupiniquins. Destaques também para o Whitesnake e Bon Jovi.

Feliz Natal e obrigada!

Olhando os textos antigos do blog, acabei lembrando que no dia 18/12 esse humilde espaço completou 2 anos!! 🙂
Parece que foi ontem que resolvi me arriscar no wordpress, e aparentemente deu certo! rs. Gostaria de agradecer a todos os leitores e aos amigos blogueiros que sempre comentam! Aproveito também para deixar um Feliz Natal, e desejar que vocês aproveitem a data não apenas para comer, postar fotos no facebook ou se preocupar em dar e receber presentes, e sim para refletir um pouco sobre como vocês andam lidando com as pessoas ou com vocês mesmos.

Beijos e obrigada!!!! 🙂 🙂

Richie Kotzen – Um segredo bem guardado

Richie Kotzen - Photo byTravis Shinn (2) grandee
Richie Kotzen

Sabe aquela pessoa que você convive há muito tempo, mas nunca se aproximou de fato? Aí, em um dia qualquer, você começa a conversar com ela e pensa “puxa vida, porque demorei tanto para te conhecer melhor”?. Foi exatamente essa a sensação quando comecei a ouvir o trabalho solo do Richie Kotzen.

Antes de começar, um resuminho rápido do Wikipédia para vocês (porque hoje estou com preguiça):

Richie Kotzen (Reading – Pensilvânia, 1971) é um guitarrista, cantor e compositor. É também conhecido por ter tido uma fama muito precoce, aos 18 anos e por ter trabalhado com bandas renomadas tais como Poison e Mr. Big. Também integrou o grupo do baixista Stanley Clarke. A carreira-solo é sua principal atividade nos dias de hoje.

A primeira vez que eu ouvi o nome do Richie Kotzen foi há quase 10 anos, quando comecei a curtir rock. Em 99, ele substituiu o guitarrista Paul Gilbert no Mr. Big, que é um das minhas bandas favoritas. Apesar de gostar mais do Paul Gilbert no grupo, sempre respeitei o trabalho dele, que não deixou o nível da banda cair. Inclusive, ele é compositor de uma das melhores músicas do quarteto (Shine). Até aí, nada demais, só achava ele talentoso e bonitinho.

Depois de alguns anos, o Mr. Big encerrou as atividades (voltando com tudo em 2009), e o Kotzen continuou por aí com sua carreira solo e alguns projetos paralelos. Continuei acompanhando de longe, inclusive suas passagens pelo Brasil.

Até que, um dia desses, resolvi procurar algumas músicas dele no youtube, apenas por curiosidade. E achei isso:

Que cacetada! Esse cara é MUITO BOM!!!!!

A voz rouca, as letras, o estilo…é o tipo de música que faz a gente querer desligar o mundo, só pra ficar ouvindo o tempo todo.

Atualmente, ele está em turnê com o trio power Winery Dogs, que conta também com o baixista Billy Sheehan (Mr. Big, Talas, David Lee Roth) e Mike Portnoy (Dream Theater, Avenged Sevenfold).

The-Windery-Dogs
Billy Sheehan, Mike Portnoy e Richie Kotzen

Em uma entrevista, Billy Sheehan foi questionado sobre as expectativas para o CD de estreia do grupo, lançado esse ano. Vejam a resposta sensacional que ele deu:

“Um dos meus objetivos com esse disco é esperar que Richie Kotzen se torne um superastro. Eu não me importo comigo mesmo, eu estou beleza. Mas Richie é tão talentoso e tem uma abordagem tão única no modo que ele toca guitarra… e a voz dele é simplesmente matadora. Eu acho que é por isso que Eddie Trunk sugeriu a mesma coisa, ele é um segredo bem guardado. Há muita gente na internet descobrindo ele, então fico muito satisfeito com isso, e espero que ele se torne um superastro com esse disco porque ele merece. E Mike já é um superastro, então ele só vai ser mais astro ainda, e eu fico ali amocado no meio”.

Apesar da torcida para que Richie Kotzen faça o sucesso que ele merece, a impressão que eu tenho é que ele é aquele tipo de pessoa que não se importa com sucesso ou reconhecimento, já que ele está há anos na estrada fazendo um trabalho melhor que o outro sem depender de fama ou algo do tipo.

Demorei dez anos para dar bola para esse cara, espero que vocês sejam mais rápidos que eu! Apertem o play ali em cima e me agradeçam depois 🙂

Monsters of Rock, Whitesnake e superação

1000603_10201622537319543_1611363910_n
Dia lindo em São Paulo no último dia do “Monsters of Rock”

No último fim de semana, a cidade de São Paulo recebeu o festival “Monsters of Rock”, realizado na Arena Anhembi. Dividido em dois dias, o evento contou com a presença de 18 bandas e recebeu cerca de 60 mil pessoas. No sábado (19), dia dedicado ao New Metal, se apresentaram Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed, Gojira, Hellyeah e Project46.

No domingo (20), quando o Hard Rock tomou conta do festival, estiveram presente as bandas Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Queensrÿche, Buckcherry, Dokken, Dr. Sin, Doctor Pheabes e Electric Age. Como boa amante do Hard Rock, marquei presença no último dia do evento com um único objetivo: Ver o Whitesnake.

Não vou comentar os outros shows porque não conheço muito trabalho das bandas. Mas falando rapidamente sobre o festival, estava tudo bem organizado, porém, o preço da bebida e dos alimentos (como sempre) foi um absurdo. Pagar R$ 10,00 em um hot dog que só vem pão, salsicha e batata palha é um roubo. Um fator engraçado que eu também preciso comentar foi o visual de algumas pessoas, que embaixo de um sol escaldante usavam jaqueta jeans e calça de couro!!!!! E o que dizer das meninas que foram de salto alto!!!!!??? Tudo bem que o “figurino” em um show é importante, mas eu ainda acho que o conforto é fundamental, ainda mais em um show de rock!

Enfim, vamos ao que interessa!

Whitesnake

dave 1
David Coverdale, um tiozinho fofo!

Era claro pelas camisetas que grande parte do público estava lá para ver duas bandas: Aerosmith e Whitesnake. Quando David Coverdale e sua trupe entraram no palco, o Anhembi vibrou! Ao som de “Give me all Your Love”, o espetáculo começou com muita energia. Logo em seguida, vieram “Ready an’ Willing” e as épicas “Love Ain’t No Stranger” e “Is This Love”. A camisa de David deixou claro seu carinho pelo Brasil, e o restante da banda também estava muito empolgada durante toda a apresentação.

Os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach fizeram o momento “duelo de solos” com muita competência, e o baterista (mito) Tommy Aldridge fez um solo de bateria que deixou grande parte do público de queixo caído. Arrasaram!

dave 2
O guitarrista Doug Aldrich
dave 5
Tommy Aldridge destruindo na batera

Superação de David Coverdale

Depois que voltei do show, comecei a acompanhar na internet os comentários sobre a apresentação do Whitesnake e fiquei muito #chateada. Várias pessoas afirmaram que Dave não sabe mais cantar, e que em respeito aos fãs ele deveria encerrar a carreira.

Oi? Não sabe cantar? Bom, uma coisa é fato: A voz de David não é a mesma de 30 anos atrás. Em vários momentos, era nítido que ele se poupava e deixava o trabalho com os backing vocals. Em 2009, ele passou por uma cirurgia nas cordas vocais. David já tem 62 anos, e canta profissionalmente desde os 18. É ÓBVIO que a sua voz não estaria 100% nessa altura da vida, mas dizer que ele não cantou e que devia se aposentar é demais. Me emocionei no show, achei que ele arrebentou, e felizmente muitos críticos também fizeram ótimas resenhas sobre a sua performance. David tem consciência das suas limitações, mas o amor pela música e pelos fãs faz com que ele se supere a cada show. Isso para mim é mais importante que qualquer coisa, e graças à essa superação eu e milhares de fãs tivemos a oportunidade de realizarmos um sonho.

Aí, por curiosidade, resolvi procurar no youtube a transmissão via web que o Multishow fez do show. Foi simplesmente MEDONHA!! Parecia que eu estava assistindo outro show, tamanha a falta de qualidade do som. Quem acompanhou pelo Multishow e saiu metendo o pau tem razão, porque simplesmente destruíram a apresentação.

Considerações finais

Enfim, curti muito o festival, e acredito que não ficaremos mais 15 anos sem receber o evento. O rock é um estilo de música universal, tem os fãs mais fiéis, e o Brasil já mostrou para todo mundo que aqui as bandas são muitos bem recebidas. Espero que 2014 seja um ano tão bom para os roqueiros como foi 2013.

Bom, o “Monster of Rock” foi o último grande evento de rock desse ano. Felizmente, pude ir em vários shows e compartilhar um pouco com vocês as minhas experiências e opiniões. Espero que tenham gostado, porque eu ADOREI!!! 😀 \o/ \o/ \o/